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Ele Disse Que Se Arrependeu romance Capítulo 253

Tadeu ficou um pouco sem jeito, recuou e saiu correndo.

Parecia um ladrãozinho pego em flagrante.

Cícero observou o filho fugir assustado, entendendo mais ou menos por que ele estava ali.

Tadeu sentia falta dela.

No fundo do coração, Tadeu ansiava pelo amor de uma mãe.

Cícero havia percebido isso desde que ele era muito pequeno.

Com menos de sete ou oito meses, Tadeu era extremamente apegado à babá que cuidava dele.

O afeto de Tadeu era discreto.

Não era como a sobrinha de Gualter, que fazia trancinhas e dava beijos em quem gostava.

O carinho de Tadeu era contido.

Seu afeto se manifestava apenas quando ele, vestindo seu macacão de engatinhar, se arrastava atrás da babá.

Se a babá ia para o leste, ele, com suas mãozinhas e pezinhos no chão, a seguia para o leste.

Quando Gualter chegava com a sobrinha e a entregava para a babá, Tadeu, sem ninguém para pegá-lo no colo, sentava-se quietinho em um canto, chupando o dedo, sem chorar nem fazer birra.

Mais tarde, Cícero notou a dependência incomum de Tadeu pela babá e a dispensou.

Naquela época, Tadeu mal sabia andar.

Segurando-se em um andador, de fraldas, ele parou diante dele com os olhos marejados, lágrimas que haviam caído na forçada despedida da babá.

Cícero olhou para baixo, para aquela criança.

Aquela criança pouco maior que um pacote de fraldas.

— Tolo.

Ele disse.

Que tolo.

Desenvolver apego por alguém que claramente não era sua mãe.

Depois, por um tempo, Tadeu pareceu se apegar a Amélia Pacheco.

Mas era um apego igualmente sutil.

Com dois ou três anos, Tadeu adorava um conjunto de blocos de montar.

Cícero havia trazido da Europa em uma viagem de negócios, e ele os amava.

Carregava-os todos os dias no bolso da frente de sua roupa, como um pequeno canguru.

Não os dava a ninguém, mas ocasionalmente guardava um em segredo para Amélia.

Ele não dizia diretamente que era para ela.

Quando alguém tentava pegar ou guardar os blocos, Tadeu corria na frente para pegá-los de volta.

Somente quando Amélia ia pegá-los, Tadeu não se movia.

Observava-a pegar, observava-a trazer para perto.

Então, quando Cícero voltava, ele fugia em sua jardineira pesada e se escondia.

Os bloquinhos em seu bolso faziam um barulho tilintante.

Ele se encolhia junto de Milho, o cachorrinho sonolento, espiando com os olhos, pensando que estava bem escondido, esperando que ele o encontrasse.

Cícero o procurava três em cada cinco vezes.

Tirava-o de debaixo do sofá escuro e o segurava em seus braços.

Tadeu sentia a perspectiva mudar subitamente, o chão sumir sob seus pés.

Suas mãozinhas agarravam o colarinho de Cícero.

O cheiro de criança era forte nele.

Ele se agarrava a Cícero com cuidado, sua expressão indecifrável, entre a alegria e a tristeza.

Mas da próxima vez, ele se escondia de novo, esperando que Cícero o encontrasse.

Mais tarde, Cícero entendeu que aquilo era alegria, era afeto.

Se ele se dedicava a aprender algo, certamente se tornaria o melhor.

Mas parecia que Cícero não via há muito tempo aquela pequena figura encolhida debaixo do sofá como um cachorrinho.

Nem havia uma criança que, chorando, com o nariz vermelho, o chamasse de papai.

Hugo observou a figura de Tadeu se afastando e hesitou: — Se o pequeno senhor continuar vindo ver a senhorita com tanta frequência, com o tempo, ela inevitavelmente vai...

— Deixe-o. — A expressão de Cícero era indiferente.

Que direito ele tinha de impedir Tadeu?

No fundo, eles não eram diferentes.

Ambos ansiavam pelo amor de Valentina.

Se a simples proximidade podia trazer felicidade a Tadeu, que assim fosse.

Cícero não o impediria mais, nem poderia.

A rotina de Valentina era monótona.

Além de consultas e cirurgias, ela passava o tempo no consultório preparando relatórios.

Ela havia acabado de voltar, então tinha muitas coisas para resolver e, além disso, era forçada por Isaura a fazer exercícios de reabilitação todos os dias.

— Rápido! Acompanhe o ritmo! Doutora, o que está acontecendo? Tão jovem e sem energia! Vamos lá, um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito... dois, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito... três, dois, três, quatro...

Valentina movia mecanicamente o tornozelo, com uma expressão entorpecida.

Ela tinha acabado de sair do ambulatório, o cabelo preso estava meio solto, e seus braços se estendiam ao máximo.

A porta do consultório foi batida de repente.

— Entre.

Um rapaz de aparência jovem e bonita espiou para dentro, com a perna em um suporte, e seu olhar pousou no rosto de Isaura. — Com licença... será que eu poderia pegar seu contato?

Isaura, em modo de trabalho, respondeu: — Qual é o seu problema? Sua perna está machucada?

— ...Não é isso. — O rapaz ficou um pouco sem jeito. — É que tenho medo de que ela se machuque, por isso queria o contato da Dra. Isaura. Se for possível, claro.

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