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Ele Disse Que Se Arrependeu romance Capítulo 244

Parecia o som de algo colidindo com outra coisa, um impacto violento.

Em seguida, os alarmes de dois carros dispararam.

Valentina perguntou:

— O que está acontecendo?

Luciano respondeu com uma voz suave:

— Talvez seja outro louco.

Lá embaixo, a colisão de dois carros atraiu os seguranças.

O homem que saiu do banco do motorista tinha uma expressão sombria e fria.

Seu olho estava coberto por uma bandagem, o que assustou o segurança, que rapidamente sacou sua arma de defesa.

Provavelmente o confundiu com uma pessoa perigosa.

Hugo correu apressadamente para negociar com a equipe de segurança.

Cícero ignorou os avisos altos do segurança atrás dele, virou-se friamente e foi embora.

A ferida em seu olho estava coberta por um curativo grosso e pesado.

O segurança continuou a gritar para que ele parasse.

Alguns seguranças de Cícero o protegeram, mostrando suas armas.

O segurança do hotel tinha apenas a licença para portar armas, mas nunca havia se atrevido a usá-la.

Ao ver aquela cena, ele recuou.

Na manhã seguinte, souberam que o barulho da noite anterior fora causado por dois carros.

O carro que Luciano alugara havia sido atingido por um louco.

Luciano teve que pagar pelos danos.

Valentina massageou as têmporas.

— Mas que situação...

— É o preço que se paga para resolver problemas. — Disse Luciano, de bom humor, entregando o dinheiro. — Problemas que o dinheiro pode resolver são os mais fáceis de todos.

Valentina sentiu de verdade a dor daquela grande despesa.

Estava chateada, mas não havia o que fazer.

— Nunca vi ninguém como você, gastando dinheiro e ainda parecendo feliz.

Luciano sorriu, com os olhos curvados.

Ao meio-dia, Luciano, aquele lobo em pele de cordeiro, retaliou da mesma maneira contra Cícero.

Ele pagou na mesma moeda.

Luciano também contratou três homens com espingardas, que o atacaram da mesma forma.

Mas, diferentemente dele, a equipe de segurança de Cícero era numerosa e forte.

Os agressores ficaram feridos.

Cícero observou calmamente os três homens se afastarem, mancando e feridos, sem esboçar reação.

Ele apenas foi trocar o curativo novamente.

As veias vermelhas em seu olho haviam diminuído um pouco.

Mais um dia de tratamento e estaria bom.

Cícero não queria mais se envolver nesse jogo de empurra com Luciano.

Não havia necessidade, e ele não era digno disso.

Um covarde não merecia que ele desperdiçasse mais energia.

Ele chamou Hugo e pediu que ligasse para aquela pessoa, fornecendo o endereço do hotel onde Luciano estava hospedado.

A pessoa do outro lado, após entender a situação, disse com uma voz pesada ao telefone:

— Obrigado.

...

Faltava apenas um dia para a partida.

Sávio havia se apegado ao lugar e, enquanto arrumava as malas maiores, mostrava-se relutante.

— Na verdade, foi bem divertido. Podemos voltar aqui no ano que vem?

Valentina baixou o olhar e sorriu levemente.

— Ficou na sua meia por mais de dez dias, hein?

— Pelo menos tem alguma coisa, não reclame. — Sávio enfiou na mão dela. — Coma escondido, eu fico de vigia. — Ele disse e já ia sair correndo, mas Valentina de repente segurou seu braço e o abraçou com força.

— Sávio.

— ...O que foi?

Valentina ficou em silêncio por um momento e perguntou com uma voz muito suave:

— Você já é um menino grande, com capacidade de pensar por si mesmo. Então, vou te fazer uma pergunta. Se você tivesse que escolher, ficaria com o seu pai ou comigo?

Sávio inclinou a cabecinha.

— Que pergunta é essa? Não posso escolher os dois?

O menino gordinho cheirava bem.

Valentina baixou os cílios.

— É só uma pergunta. Se um dia eu e seu pai nos separarmos, preciso saber sua opinião.

— Você não gosta mais do meu pai? — Sávio perguntou de repente. — Ou não gosta mais de mim? Acha que sou gordo e um incômodo?

— Que bobagem. — Valentina disse em voz baixa. — É claro que eu gosto de Sávio. Foi só uma pergunta.

— ...Ah.

Sávio pensou seriamente.

— Se esse dia chegar, acho que fico com meu pai. Com meu pai eu como bem. Com você, eu só comeria pãozinho o dia todo e ficaria com prisão de ventre.

Valentina ficou em silêncio por um longo tempo antes de rir suavemente.

— Não quer mesmo vir comigo? Eu me esforçaria para aprender a cozinhar.

Sávio hesitou por um momento, mas balançou a cabeça.

— Não.

— Por quê?

Sávio não respondeu.

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