— Rita, você não tem vergonha na cara?
Vivianne não podia acreditar e ficou vermelha de raiva.
Rita não estava com paciência para discutir e ajudou Nina a subir na moto.
Ela só queria sair daquele lugar onde Adonias estava o mais rápido possível.
Mas Vivianne se recusava a deixá-la ir.
— Você dá o golpe, me empurra e acha que pode ir embora? De jeito nenhum!
Ela puxou o braço de Adonias: — Adonias, fala alguma coisa!
Rita viu o olhar de Adonias a avaliando.
Ela odiava aquele olhar.
Ela não entendia por que tinha que reencontrá-lo logo num momento como aquele!
Ela subiu na moto para ir embora, mas sua cabeça ficou cada vez mais tonta, e o mundo girou diante de seus olhos.
No último instante antes de fechar os olhos, ela viu Adonias correndo em sua direção.
-
O verão em Rio Brilhante era sempre assim. Num momento o sol estava rachando e, no outro, caía uma tempestade repentina.
Gotas grossas de chuva batiam em Adonias e molhavam seu cabelo, que caía encharcado sobre a testa. Ele nem percebeu isso. Com a mulher frágil nos braços, correu o mais rápido possível até a emergência do hospital.
Sentindo aquele cheiro amadeirado familiar, Rita ficou meio desorientada.
Era Adonias?
Ela fez força para abrir os olhos, mas não conseguiu de jeito nenhum.
Tão cansada...
Que mal-estar...
Ela ia morrer? O que seria da Nina? Quem cuidaria dela?
Ela cerrou os dentes, tentando se manter consciente.
Ela não podia morrer assim. Ainda precisava implorar a Adonias para cuidar de Nina...

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