O homem lançou um olhar indiferente para ela antes de sair da sala de injeções.
Elisa observou as costas do homem enquanto ele se afastava, sentindo seu coração afundar completamente.
Ela nunca imaginou que, nos momentos mais difíceis, seria o maior rival de Vicente a ajudá-la repetidamente.
Enquanto isso, aqueles que ela considerava mais próximos achavam que ela estava apenas causando confusão.
Quando terminou de tomar a medicação intravenosa, já eram quase onze da noite.
Elisa usou os poucos reais que lhe restavam para pegar um táxi de volta para casa.
Assim que entrou pela porta, avistou Clara perambulando ao lado da piscina do quintal.
Pelo rosto corado, era claro que Clara tinha bebido bastante.
Elisa abaixou o olhar, passando em silêncio ao lado dela.
No entanto, Clara soltou uma risadinha: "Elisa, você voltou tão tarde hoje?"
Elisa franziu o cenho, sem entender, e virou-se para encará-la.
Clara segurou sua mão, seus olhos vagando levemente para além de Elisa, enquanto sussurrava em seu ouvido: "Você acha que o Irmão Vicente escolheria acreditar em quem?"
O toque gelado no pulso deixou Elisa desconfortável, e a gastrite a impedia de usar força.
Ela gentilmente afastou a mão de Clara: "O que você quer dizer?"
"Ah!"
Clara, de repente, se desequilibrou com o movimento de Elisa e caiu para trás.
Um grande splash!
Ela caiu na piscina, levantando uma grande onda de água.
Elisa ficou paralisada, e logo ouviu passos apressados atrás de si.
Ao se virar, viu Vicente correndo ansiosamente em direção à piscina, mergulhando sem hesitar.
Embora sua voz mantivesse o mesmo tom suave de sempre, agora parecia gelada: "Desta vez, você foi longe demais."
Elisa olhou para ele, atônita, abrindo a boca para falar, mas tudo se transformou em um sorriso amargo.
Chega.
Para Vicente, ela sempre estava errada.
Clara, ao lado, soluçou: "Tudo bem, Irmão Vicente, é normal Elisa não gostar de mim. Você é tão bom para ela, é normal ela ser um pouco mimada."
Ela se aproximou de Vicente, esboçando um sorriso triste: "Ela pode se dar ao luxo de ser mimada, ao contrário de mim, que não tenho nada. Minha saúde não é tão ruim assim, no máximo, viverei alguns anos a menos, mas não importa, Irmão Vicente."
Ouvindo suas palavras, Vicente franziu o cenho.
Ele levantou os olhos, sua expressão séria focada em Elisa.
"Elisa, peça desculpas a Clara."

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