Tatiane recebeu de Roberto fotos e vídeos da comemoração de um mês da Bia.
[Ela ficou o tempo todo agarrada ao pingente de proteção que você deu, sorrindo toda feliz. Essa pequena com certeza sabe que foi a mamãe quem preparou o presente.]
Ao ver a criança sorrindo daquele jeito, o canto dos lábios de Tatiane se curvou sem que ela percebesse. Naquele instante, o coração dela se acalmou. Ficou mais sereno.
Ela quer acompanhar o crescimento da filha.
Mesmo que não possa estar ao lado dela.
Observando as imagens, era fácil perceber: a pequena estava sendo muito bem cuidada. A família Barbosa realmente gostava de Bia.
Tatiane respondeu:
[Ela é uma espertinha.]
Roberto respondeu logo em seguida:
[Nem precisava dizer. Filha sua, com certeza é inteligente.]
Depois disso, a conversa cessou.
Naquele mesmo dia, Tatiane recebeu inesperadamente uma ligação de Henrique.
A voz dele veio direta, sem rodeios:
— Vou viajar a trabalho por alguns dias. Venha cuidar da criança.
Ao ouvir aquelas palavras, Tatiane ficou paralisada.
Ela acreditava que ele ligaria para falar do divórcio. O período legal de reflexão ainda tinha três dias restantes.
Jamais imaginou que ele tomaria a iniciativa de pedir que ela voltasse para cuidar da filha.
Por um longo momento, não conseguiu reagir.
"O que isso significa?
Está me dando uma saída honrosa?
Mas nós estamos prestes a nos divorciar."
Henrique sempre fora direto e implacável nas decisões. Quando dizia algo, não voltava atrás. Além disso, ele a detestava. Não havia a menor chance de aquilo significar que ele desistira do divórcio.
A única explicação possível era que ele estava cedendo por causa da criança.
Tatiane apertou o celular com força.
O silêncio se instalou na ligação.
Henrique aguardava a resposta.
Os segundos passaram um a um, torturando Tatiane. Era como se uma pedra enorme estivesse pressionando seu peito, tornando até a respiração difícil.
Por fim, ela falou:
— Eu não consigo ir cuidar da criança. Cuide bem dela.
Tatiane fez o possível para manter a voz firme, sem deixar as emoções escaparem.
Ela sabia.
Aquela tinha sido a única oportunidade que Henrique lhe dera.
Assim que terminou de falar, do outro lado da linha não veio resposta alguma. A chamada foi encerrada.
O sinal seco do telefone ecoou no silêncio.
Tatiane deixou o celular cair da mão, sem forças.
A tensão acumulada havia dias finalmente se rompeu. O nariz ardeu, os olhos se avermelharam, e as lágrimas começaram a escorrer sem controle.
Nesse momento, Mônica entrou no quarto com um prato de frutas.
Ao ver Tatiane chorando daquele jeito, com os olhos inchados, assustou-se.
Ela largou o prato às pressas, sentou-se na beira da cama, puxou um lenço de papel e a envolveu num abraço, aflita:
— O que foi, meu Deus? O que aconteceu?
Tatiane afundou o rosto no ombro de Mônica e desabou de vez.
O choro partia o coração de quem ouvia.
Mônica acariciava suas costas, em movimentos suaves, murmurando:
— Chora… Chora tudo o que precisar. Depois passa.
Marcos parou à porta do quarto.
Ao ver a filha naquele estado, os olhos dele se encheram de lágrimas. Em silêncio, virou-se e foi embora.
Não se sabia quanto tempo havia passado.
Aos poucos, Tatiane foi se acalmando. Exausta de tanto chorar, acabou adormecendo.
Mônica saiu do quarto em passos leves, fechou a porta com cuidado e levou a mão ao rosto para enxugar as próprias lágrimas.
Marcos a viu no corredor e perguntou, em voz baixa:
— É por causa da criança?
Mônica suspirou:
— O Henrique ligou pra ela agora há pouco. Não sei o que disse, mas com certeza foi algo relacionado à Bia.
Eles sabiam.
Durante todo aquele período, Tatiane vinha sofrendo em silêncio, mas fazia questão de não demonstrar nada na frente deles, com medo de preocupá-los.
Se naquele dia ela perdera o controle daquela forma, só podia haver um motivo.
Henrique havia tocado no assunto da filha.
O rosto de Marcos se fechou:
— A culpa é minha. Como pai, eu falhei.
Mônica o consolou de imediato:
— Já chega. Não se culpe. E, principalmente, não diga esse tipo de coisa na frente da Tati. Isso só vai machucá-la ainda mais.
Fez uma pausa e completou, com suavidade:
Isso lhe causava uma sensação sufocante, inquieta.
Alguns dias se passaram.
Henrique continuava sem dar notícias.
Ao que tudo indicava, ainda não havia voltado da viagem.
Marcos passou a perguntar sobre o andamento do divórcio.
Tatiane respondeu com sinceridade.
— Então vamos esperar mais um pouco. — Marcos disse.
Henrique certamente não estava adiando de propósito. Provavelmente o trabalho exigia prioridade absoluta.
Se não desse tempo, ela só poderia resolver tudo por meio de um advogado.
Com a viagem de Tatiane para os Estados Unidos se aproximando, Patrícia sugeriu no grupo que todos se reunissem mais uma vez na casa da família Oliveira.
Como Mônica não permitia que Tatiane saísse livremente, a solução foi simples.
O encontro seria na casa deles, apenas para um jantar.
O horário ficou combinado para a noite de sábado.
Assim que a mensagem foi enviada, as respostas começaram a surgir uma após a outra no grupo, todos concordando.
No sábado, logo cedo, Mônica e Marcos foram ao mercado comprar os ingredientes e iniciar os preparativos.
Cristiano estava de plantão naquele dia, trabalhando até mais tarde e discutindo uma parceria com Roberto. Por volta das cinco da tarde, os dois voltaram juntos para a casa da família Oliveira.
Leandro, Patrícia e Sérgio se encontraram embaixo do prédio.
Assim que viu Leandro, Sérgio não resistiu e começou a fofocar:
— Vou te contar. Ouvi dizer que a Karine anda brigando feio com o Henrique. Parece que estão prestes a terminar.
Patrícia revirou os olhos na hora:
— Você tá interessado demais nela. Não me diga que tá apaixonado?
Sérgio soltou uma risada curta:
— Meu gosto não pode ser pior que o do Leandro.
— A diferença é de quilômetros.
Sérgio abriu a boca, pronto para rebater, quando uma voz o interrompeu:
— Leandro.
Ao ouvir a voz de Roberto, os três se viraram.
Roberto se aproximou sorrindo:
— Sérgio. Paty.
Trocaram cumprimentos rápidos.
Em seguida, subiram juntos para o prédio.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
Estava gostando muito da história, mas agora perdeu o encanto. A Tati deveria se divorciar do Henrique. E ficar com o Leandro. O título do Livro não tem nada a ver com a história. Acho que nem vou ler o restante....
"O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores", e é por isso que vocês entregam apenas 3/4 do texto original quando começamos a pagar com as moedas? Porque sempre faltam falas e a gente acaba ficando sem entender algumas coisas. Corrijam isso....
390 capítulos e ele não decide o que faz com ela além de humilhar, 390 capítulos que o irmão lerdo não vê que ela é a irmã que ele tanto procura, ela não entendeu até agora que o pai foi forçado a pedir pra ela sair do pais por conta da mãe monstra dela, história que tinha tudo para ser boa tá andando em circulos... vamos melhorar por favor!...
30 capítulo e não aconteceu nada de interessante, esse cara é ridículo, a história tá perdendo enredo, era pra tá prendendo a gente , mas já tá um saco, li até aqui e não vi sentido algum. Me desculpa só sendo sincera…...