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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 96

Roberto enviou algumas fotos dos fogos de artifício do Carnaval e escreveu:

[Quer ver a criança?]

Tatiane nunca tomava a iniciativa de falar da filha. Ele sabia o porquê. Ela tinha medo de que, ao ver a menina, a dor se tornasse ainda mais difícil de suportar.

Mas, no fundo, ele também sabia: ela queria vê-la. Queria mais do que qualquer outra coisa.

Tatiane ficou um bom tempo olhando para a mensagem de Roberto, em silêncio. Só depois voltou para o quarto e respondeu:

[Quero.]

No fim, ela não conseguiu resistir.

Roberto então lhe enviou várias fotos, todas da criança. Dormindo. Sorrindo.

Bia era linda. Tinha olhos grandes e brilhantes que, ao sorrir, se curvavam como luas crescentes. O nariz delicado, a boquinha rosada, o rostinho pequeno, claro e macio.

Os olhos de Tatiane arderam.

Ela pousou o celular sobre a cama.

Ergueu o olhar em direção à janela e respirou fundo, tentando conter o turbilhão de emoções. Só então enviou outra mensagem para Roberto:

[Ele trata bem ela?]

Era isso que mais a preocupava.

Roberto respondeu:

[Ele gosta muito da Bia. Na maior parte do tempo, é ele quem cuida dela. As mantinhas e o sapatinho, ele guardou.]

Tatiane não esperava ouvir aquilo. Um peso saiu do seu peito.

"Ainda bem."

Ela não perguntou mais nada.

E Roberto também não voltou a falar da criança.

No grupo de mensagens, a conversa seguia animada. Patrícia não parava de marcá-la, insistindo em fazer uma chamada de vídeo para mostrar os fogos e a movimentação do Carnaval.

Por volta das dez da noite,

Mônica começou a apressá-la para ir dormir e descansar.

Tatiane se despediu, desejou boa noite a todos e se deitou.

O Carnaval havia começado.

E Tatiane só podia ficar em casa.

No primeiro dia oficial do feriado, Marcos e Mônica saíram para dar uma volta, enquanto Cristiano ficou em casa cuidando de Tatiane.

Roberto apareceu para visitá-los.

Num piscar de olhos, já havia se passado um mês desde o parto de Tatiane. Era o dia da comemoração de um mês da criança.

A família Barbosa preparou tudo com extremo cuidado.

A celebração aconteceu em um hotel pertencente ao Grupo Barbosa, e os convidados eram todos figuras importantes de Nova Aurora, pessoas de nome e influência.

Antes do banquete oficial, os parentes da família Barbosa foram até a mansão no Residencial Aurora para entregar os presentes e conhecer a bebê, a única menina nascida na família ao longo de várias gerações.

A sala de estar da mansão estava tomada por caixas e mais caixas de presentes da comemoração de um mês.

Quando viram o homem alto e extremamente bonito descer as escadas, vestindo um terno impecável e com o bebê nos braços, todos prenderam a respiração.

A recém-nascida tinha o rostinho pequeno e delicado, com um par de olhos grandes e vivos.

Era linda como uma boneca de porcelana finamente trabalhada. Bastava um olhar para perceber que, no futuro, seria uma grande beleza.

O homem, conhecido por seu temperamento frio e distante, segurava a filha com um cuidado extremo.

Em seus olhos, havia apenas a ternura profunda de um pai.

As pessoas não conseguiram evitar os comentários em voz baixa.

Mesmo que a esposa não fosse alguém que ele realmente amasse, o carinho que demonstrava pela filha era inegável.

E aquela criança… Tinha nascido bonita demais.

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