Tatiane já não tinha a menor intenção de sair de casa. Nos dias em que o tempo estava bom, caminhava um pouco à beira do lago. No restante do tempo, ficava dentro de casa, lendo, tentando manter a mente tranquila.
Mônica não podia voltar para casa por enquanto. Restava falar com Marcos por telefone.
O processo de aquisição da Alpha Gestão estava praticamente concluído.
Marcos agora tinha bem mais tempo livre. Já Cristiano vivia na correria, saindo cedo e voltando tarde todos os dias. Ele havia fechado uma parceria com a empresa do Roberto. A Alvorada já tinha assinado o acordo de investimento. Tudo parecia, finalmente, caminhar na direção certa.
Inevitavelmente, a conversa acabou chegando em Tatiane e Henrique.
Só de tocar no assunto, Marcos sentia um aperto no peito.
Mônica não conseguiu segurar o desabafo:
— A gente é de família simples, não serve pra eles. Parece até que a criança que a Tati tá esperando não é da família Barbosa. Como se a gente estivesse se aproveitando de alguma vantagem enorme. Depois, quando devolvermos o dinheiro ao Henrique, com juros e tudo, fica tudo limpo.
Marcos, na verdade, pensava exatamente a mesma coisa.
O plano original era devolver o dinheiro assim que vendesse a empresa. Depois do divórcio dos dois, quitariam tudo com Henrique, centavo por centavo.
Mas, naquele momento, a empresa do Cristiano precisava urgentemente de investimento. Marcos acreditava muito no projeto. E, mais importante ainda, a própria Alvorada também apostava alto. Por isso, decidiu priorizar o aporte ali.
De qualquer forma, aquela dívida estava bem guardada na memória. Quando chegasse a hora, devolveria tudo a Henrique, com os devidos acréscimos.
— O mais triste de tudo é a criança que a Tati tá carregando. — Murmurou.
Ao mencionar o bebê, os dois caíram num silêncio pesado.
Naquela mesma noite, Henrique fez algo raro e inesperado: voltou para casa e jantou ali.
Na sala de jantar, o silêncio era cortado apenas pelo som discreto dos talheres se tocando.
Os dois sentados à mesa não trocaram uma única palavra.
Henrique terminou de comer primeiro. Levantou-se e saiu da sala sem olhar para trás.
Depois de terminar a refeição, Tatiane voltou para o quarto. Ficou parada por alguns instantes, hesitando. No fim, decidiu que ainda precisava falar com ele sobre o divórcio.
Do lado dela, tudo já estava encaminhado com Leandro. No início de março, ela iria para os Estados Unidos.
No máximo em meados do mês, o bebê nasceria.
Depois de assinarem os papéis e cumprirem o mês de período de reflexão, ela já poderia ir embora.
Ainda daria tempo de passar cerca de um mês com o bebê.
Naquele momento, Henrique estava no escritório.
Tatiane bateu à porta.
A sensação de peso no baixo-ventre ficava cada vez mais intensa. No máximo, uma semana, e o bebê nasceria.
Ao chegar à porta, ela segurou o batente por um instante para recuperar o fôlego. Depois, seguiu em frente.
Henrique acompanhou com o olhar as costas da mulher até que ela desaparecesse do campo de visão. Só então baixou os olhos e desviou o olhar, em silêncio.
Ao mesmo tempo.
Em uma mansão de alto padrão.
Felipe mal tinha chegado em casa quando Eliane o chamou para ir até o quarto.
Ele parecia já saber o que a mãe queria dizer. Entrou com o rosto impassível, sem tomar a iniciativa de falar.
Eliane olhou para o filho e suspirou, cansada:
— Não é que eu queira impedir você de algo. Mas, Felipe, já se passaram mais de dez anos. Já está na hora de deixar isso pra trás. Cada um de vocês já tem a própria vida. Não há motivo pra continuar se perturbando mutuamente.
Dois dias antes, ao passar por aquele antigo conjunto de mansões, Felipe não resistira.
Acabou entrando para dar uma olhada.
Parou o carro diante do portão da velha residência. E, por coincidência, encontrou a dona da casa saindo naquele exato momento.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
Estava gostando muito da história, mas agora perdeu o encanto. A Tati deveria se divorciar do Henrique. E ficar com o Leandro. O título do Livro não tem nada a ver com a história. Acho que nem vou ler o restante....
"O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores", e é por isso que vocês entregam apenas 3/4 do texto original quando começamos a pagar com as moedas? Porque sempre faltam falas e a gente acaba ficando sem entender algumas coisas. Corrijam isso....
390 capítulos e ele não decide o que faz com ela além de humilhar, 390 capítulos que o irmão lerdo não vê que ela é a irmã que ele tanto procura, ela não entendeu até agora que o pai foi forçado a pedir pra ela sair do pais por conta da mãe monstra dela, história que tinha tudo para ser boa tá andando em circulos... vamos melhorar por favor!...
30 capítulo e não aconteceu nada de interessante, esse cara é ridículo, a história tá perdendo enredo, era pra tá prendendo a gente , mas já tá um saco, li até aqui e não vi sentido algum. Me desculpa só sendo sincera…...