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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 534

Iracema sustentou com tranquilidade o olhar avaliador que Henrique lhe lançou.

Com o rosto bonito tomado por uma seriedade fria, ele disse:

— Não preciso de nenhuma garantia. O que eu preciso ver é a sua capacidade.

— Entendo o que o senhor quer dizer. — Respondeu Iracema.

Pedro levou Iracema para cuidar dos procedimentos de admissão. Antes do Ano-Novo, ela começaria a assumir algumas demandas e a se familiarizar com os processos. Depois do feriado, iniciaria oficialmente um período de experiência de três meses.

Sem Bia em casa, a mansão inteira parecia mais fria e silenciosa.

Tatiane e Henrique não tinham muito o que conversar. Ainda assim, Henrique tomava a iniciativa de falar com ela de vez em quando, comentando algumas informações recentes do mercado. A relação entre os dois, naquele momento, havia entrado numa calmaria quase estranha.

A mansão da família Barbosa também enviara duas novas babás.

As duas sabiam muito bem qual era o seu lugar e tratavam Tatiane com todo o respeito devido à jovem senhora da família Barbosa.

Naquela manhã, Henrique saiu mais cedo.

Quando Tatiane estava prestes a sair, recebeu uma ligação dele.

— Já saiu de casa?

— Estou prestes a sair. — Respondeu Tatiane.

— Esqueci um documento no escritório. É aquele com etiqueta vermelha. Leve para mim à empresa. — Disse Henrique.

Os documentos com etiqueta vermelha eram todos arquivos confidenciais importantes da NovaCapital. Agora, ela e Henrique estavam claramente em lados opostos e, mesmo assim, ele confiava nela.

— É melhor pedir ao seu assistente para vir buscar.

— Não tem problema. Se você não estiver com pressa hoje, aproveite e traga para mim. — Respondeu Henrique.

Meia hora depois, Tatiane chegou ao térreo do edifício da NovaCapital com o documento em mãos.

Ela ligou para Henrique.

Poucos minutos depois, Henrique desceu pessoalmente. Ao entrar no saguão e vê-la ali, caminhou em sua direção com uma das mãos no bolso. Com o olhar pousado nela, seus traços bonitos pareciam especialmente suaves.

Tatiane observou em silêncio o homem que se aproximava.

Henrique parou diante dela, e Tatiane lhe entregou o documento.

Ele estendeu a mão, pegou a pasta e disse:

— Obrigado por trazer. Hoje, quando você sair, passo para buscá-la e vamos jantar.

— Depois a gente vê. — Respondeu Tatiane.

— Tudo bem. Então eu ligo para você à tarde.

Henrique a acompanhou até a saída da empresa.

O carro dela estava estacionado bem em frente ao prédio. Henrique avançou primeiro e abriu a porta do motorista para Tatiane.

Antes que ela entrasse, ainda a lembrou:

— O tempo anda frio. Vista algo mais quente e tome cuidado para não se resfriar.

Quando os seguranças e funcionários viram aquela cena, ficaram todos tomados por um choque silencioso.

O senhor Henrique, em pessoa, abrindo a porta do carro para alguém.

Aquele rosto bonito, que sempre carregava uma frieza séria, agora estava tão brando.

E, no entanto, a atitude da mulher diante dele continuava fria, quase indiferente.

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