Henrique ergueu o olhar e encarou Tatiane.
Ela nem se deu ao trabalho de retribuir o olhar. Virou-se para Bia.
— Bia, comeu direitinho?
A menina assentiu com a cabecinha.
— Tô cheia.
Tatiane pegou um guardanapo e começou a limpar a boquinha da filha. Bia ergueu o rostinho, fez um biquinho e se deixou cuidar sem reclamar.
Diante daquela cena, Tatiane não conseguiu segurar o sorriso. Deu até vontade de encher a menina de beijos.
Mas, quando terminou de limpar o cantinho da boca dela e ergueu os olhos sem querer, deu de cara com Henrique observando tudo em silêncio.
O brilho em seu olhar se apagou na mesma hora.
Sem dizer nada, ela se abaixou, tirou Bia da cadeirinha e saiu da sala de jantar com a menina nos braços.
Henrique continuou sentado à mesa, os olhos escuros acompanhando a silhueta dela até desaparecer. Então soltou uma risada baixa, sem qualquer calor.
Depois do almoço, os três seguiram de carro para o haras.
Bia foi o caminho inteiro elétrica, transbordando animação.
Tatiane e Henrique, por outro lado, permaneceram como antes: sem trocar uma palavra, como se um fosse invisível para o outro. Na frente da menina, porém, ambos se controlavam ao máximo.
Só que, uns vinte minutos depois de entrarem no carro, Bia começou a cochilar, vencida pelo sono da soneca da tarde.
Henrique a puxou para os braços, acomodou a menina contra o peito e ficou dando tapinhas leves até ela pegar no sono de vez.
Não demorou.
O carro mergulhou num silêncio absoluto.
Tatiane manteve os olhos fixos na paisagem do lado de fora.
Henrique, com um braço em volta de Bia, virou o rosto para a janela do outro lado.
E assim os dois seguiram, calados, até o fim do trajeto.
O haras ficava longe da cidade.
A viagem durou quase cinquenta minutos.
O tempo estava agradável naquele dia. Uma brisa leve corria sem pressa, e o céu nublado suavizava o calor do sol.
Assim que chegaram, Bia quis ir direto ao vestiário para trocar de roupa e vestir o conjunto de equitação.
Henrique então olhou para Tatiane e falou pela primeira vez desde cedo:


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
Estava gostando muito da história, mas agora perdeu o encanto. A Tati deveria se divorciar do Henrique. E ficar com o Leandro. O título do Livro não tem nada a ver com a história. Acho que nem vou ler o restante....
"O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores", e é por isso que vocês entregam apenas 3/4 do texto original quando começamos a pagar com as moedas? Porque sempre faltam falas e a gente acaba ficando sem entender algumas coisas. Corrijam isso....
390 capítulos e ele não decide o que faz com ela além de humilhar, 390 capítulos que o irmão lerdo não vê que ela é a irmã que ele tanto procura, ela não entendeu até agora que o pai foi forçado a pedir pra ela sair do pais por conta da mãe monstra dela, história que tinha tudo para ser boa tá andando em circulos... vamos melhorar por favor!...
30 capítulo e não aconteceu nada de interessante, esse cara é ridículo, a história tá perdendo enredo, era pra tá prendendo a gente , mas já tá um saco, li até aqui e não vi sentido algum. Me desculpa só sendo sincera…...