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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 19

Do começo ao fim, ele permaneceu frio e distante, sem qualquer alteração visível.

Leandro tocou de leve a mão dela, em um gesto breve e protocolar, e disse com a mesma cortesia impessoal:

— Prazer.

O sorriso nos lábios de Karine congelou por um instante, quase imperceptível. Ainda assim, ela recompôs rapidamente a expressão e recolheu a mão.

— Não vamos atrapalhar o jantar do Sr. Leandro. — Disse, mantendo o tom educado.

Leandro apenas inclinou levemente a cabeça e se afastou, abrindo passagem.

Henrique e Karine seguiram adiante. Ao passarem pelo reservado, Henrique captou, pelo canto do olho, uma silhueta familiar lá dentro.

Tatiane conversava animadamente com o professor Michael quando percebeu uma figura passando pela porta. Quase por reflexo, lançou um olhar para fora. Mesmo sendo apenas um vulto rápido, reconheceu aquele corpo, aquela presença.

O coração lhe afundou discretamente.

Por fora, porém, manteve-se calma. O rosto permanecia sereno, sem deixar escapar qualquer emoção.

Nesse momento, Leandro retornava ao reservado.

Henrique e Karine entraram no elevador.

Karine olhou para ele, intrigada:

— Rick, o que foi?

Henrique abaixou os olhos para ela. No rosto bonito, havia um incômodo evidente. A voz saiu baixa, contida:

— Você elogiou outro homem na minha frente.

Karine negou imediatamente, aproximando-se dele com um tom manhoso:

— Imagina… Foi só educação. Nem cumprimentar pode agora? No meu coração, o Rick é o mais bonito de todos.

Pouco antes, ela ainda se sentia frustrada com a indiferença de Leandro.

Mas, ao perceber que Henrique demonstrava ciúme, seu humor melhorou na mesma hora.

O desconforto se dissipou, substituído por uma satisfação discreta, doce e vaidosa.

Ela ficou na ponta dos pés e beijou de leve a lateral do rosto do homem.

Depois do jantar, Leandro e Tatiane acompanharam o professor Michael e sua assistente até o carro.

A conversa daquela noite havia sido extremamente agradável. Antes de partir, Michael apertou a mão de Leandro mais uma vez e, em seguida, voltou-se para Tatiane com um sorriso caloroso. Recomendou que ela cuidasse bem da saúde e tivesse o bebê com tranquilidade. A questão da matrícula não precisava ser apressada.

Tatiane sentia-se genuinamente feliz.

Havia muito tempo que não se sentia tão leve, tão satisfeita como naquele dia.

Depois que o carro do professor partiu, Tatiane entrou no carro de Leandro, dirigido pelo assistente.

— Obrigada de verdade, professor Leandro. Pelo que fez hoje.

Leandro respondeu em tom calmo:

— Não precisa me agradecer. Eu só abri o caminho. Foi você quem conquistou o reconhecimento do Michael por mérito próprio. Quanto à entrada na universidade, não se apresse. Tenha o bebê, cuide bem do seu corpo.

Henrique era, de fato, frio demais.

Tatiane não queria que Mônica carregasse essa angústia junto com ela. Passou a mão suavemente pela barriga e disse, em tom calmo, quase consolador:

— A Sra. Lorena e o Sr. Alexandre gostam muito desse bebê. Eles estão ansiosos pela chegada dela.

Mônica massageava as pernas inchadas de Tatiane e assentiu:

— Ainda bem, então.

Naquela mesma noite, Henrique voltou ao Residencial Aurora.

— Sr. Henrique, o senhor voltou. — Disse Aline, aproximando-se para receber o casaco.

Num tom frio, quase indiferente, Henrique perguntou:

— Onde ela está?

Aline se surpreendeu por um instante, mas logo respondeu:

— Quem sabe? Naquele dia, a Sra. Bianca só fez algumas orientações de conduta, e ela já saiu de casa com a mala na mão. Não sei de onde veio tanta revolta… Pelo visto, não levou nem um pouco a sério o que a Sra. Bianca disse.

Tatiane não aparecia havia alguns dias.

Aline e Ana, naturalmente, não se preocuparam muito. Provavelmente tinha voltado para a casa do pai. Melhor assim, pelo menos não precisavam vê-la.

Henrique escutou tudo com o rosto fechado, sem demonstrar reação alguma.

Sem dizer mais nada, subiu as escadas.

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