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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 148

A agenda dela para aquela semana estava completamente lotada.

— Ótimo. Veja se consegue abrir um espaço na quarta-feira para ir ao banquete de aniversário do Marcelo.

Só então Tatiane se deu conta. Como pôde ter se esquecido de algo tão importante?

— Claro que vou dar um jeito de ir.

No dia em que voltou ao país, ela foi visitá-lo. Mas, desde então, andava ocupada demais e não tinha conseguido passar lá de novo.

Só que, ao pensar que inevitavelmente encontraria Henrique, seu ânimo caiu na mesma hora.

Leandro percebeu a mudança em sua expressão e, como se tivesse adivinhado o motivo, disse:

— Basta encarar isso com naturalidade.

Tatiane também queria conseguir agir com naturalidade.

O problema era que Henrique tinha um talento especial para tirar qualquer um do sério.

Ela pensou por um instante antes de falar:

— Acho melhor arrumar um tempo amanhã e levar o presente antes. Também não estou com a menor vontade de dar de cara com o pessoal da família Barbosa.

Se aparecesse com Leandro no dia da festa, temia despertar ainda mais a desconfiança de Henrique.

Leandro assentiu.

— Tudo bem. Então ligue para o Marcelo antes e avise.

Tatiane concordou com um aceno de cabeça.

— Está bem.

De volta ao escritório, ela mandou alguém ir naquela noite a um leilão e arrematar uma pintura em seu nome, para oferecê-la como presente de aniversário a Marcelo.

Só que o leilão naquela noite não correu como o esperado.

Outra pessoa também havia se interessado pela obra. O lance inicial era de cinco milhões, e o valor já tinha subido para quase quarenta milhões. Pelo visto, a outra parte estava decidida a levar o quadro de qualquer maneira.

Tatiane olhou os outros lotes e, no fim, decidiu desistir da pintura. Em vez disso, arrematou uma caneta-tinteiro de colecionador.

Marcelo gostava de ler e de escrever à mão nos momentos livres. Dar a ele uma peça daquelas também era uma ótima escolha.

Na manhã seguinte, bem cedo, Tatiane foi dirigindo até a residência da família Carvalho.

Na noite anterior, ela já havia avisado Marcelo de que passaria por lá.

A mansão dos Carvalho era ampla e imponente, em estilo clássico, cercada por jardins muito bem cuidados. Todos os membros da família moravam ali, mas em alas diferentes da propriedade, cada um com seu espaço e sua privacidade.

Guiada pelo mordomo, Tatiane foi levada até o escritório.

Naquele momento, Marcelo estava diante da escrivaninha, escrevendo.

— Marcelo.

Marcelo pousou a caneta e olhou para ela com um sorriso afável.

Marcelo observou a letra dela e assentiu, satisfeito.

— Muito bom.

Depois acrescentou:

— Já vi a letra da Bia. Pelo visto, ela herdou o seu capricho. Com apenas cinco anos, já escreve bonito daquele jeito.

Ao ouvir Beatriz ser mencionada, Tatiane sentiu o coração apertar, tomado por uma amargura suave e dolorida.

Marcelo olhou para ela outra vez e perguntou:

— Você já viu a menina?

— Já. — Tatiane assentiu.

Marcelo soltou um leve suspiro.

— A Bia é uma boa menina...

Nesse instante, o mordomo bateu à porta e entrou.

— Senhor, Henrique chegou com a pequena Bia.

Ao ouvir aquilo, Tatiane se sobressaltou.

Ela voltou o olhar para Marcelo. Era evidente que nem ele sabia que Henrique viria naquele dia. Devia ter sido uma visita de última hora.

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