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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 146

Leandro não disse mais nada.

— Tudo bem.

E desligou.

Tatiane olhou para Roberto.

— Me leva de volta.

Roberto deu de ombros.

— Você teve tanto trabalho para vir até aqui. Não custa nada dar uma volta antes de ir embora.

Leandro já ia se virar para sair quando acabou se deparando com um grupo que vinha em sua direção.

Henrique vinha com Bia aninhada nos braços. Bianca e Karine vinham logo ao lado, conversando e sorrindo. À primeira vista, a cena realmente parecia a de uma família feliz.

Leandro entendeu na hora, mais ou menos, o que estava acontecendo.

Karine percebeu a presença dele. No instante em que o viu, ficou imóvel por um segundo. O homem continuava exatamente como sempre: sereno, elegante e bonito de um jeito quase irreal.

Leandro desviou o olhar com naturalidade, como se nada daquilo o afetasse, e se virou para sair.

Henrique observou o homem se afastar.

O carro já aguardava do lado de fora.

Primeiro, Henrique acomodou Bia na cadeirinha e afivelou o cinto de segurança. Depois, virou-se para Karine.

— Vou levar a Bia para casa primeiro. Tome cuidado na volta.

Nos olhos de Karine passou um traço de tristeza, misturado a uma mágoa contida, enquanto ela o encarava. Agora, por causa de Beatriz, ele já nem tinha tempo de levá-la para casa. E toda a frustração, toda a dor que ela carregava, já não encontravam mais espaço diante dele como antes.

Bianca se aproximou.

— Rick, eu cuido da Bia. Vai com a Kari e leva ela para casa.

Henrique olhou para Karine. Já ia assentir quando Beatriz chamou de repente:

— Papai.

Henrique se virou, afagou de leve a cabecinha de Beatriz e respondeu com ternura:

— O papai vai levar a tia Kari para casa primeiro.

Beatriz fez bico.

Com as mãozinhas agarradas ao cobertor, Beatriz ergueu para ele um rostinho cheio de mágoa e disse, quase chorando:

— Se o papai se casar com a tia Kari, o que vai ser da mamãe da Bia? A Bia nunca mais vai ter mamãe?

Henrique se virou de lado, colocou o livrinho que segurava sobre a mesa de cabeceira e começou a afagá-la com delicadeza, tentando tranquilizá-la.

— Pronto, Bia, não fica pensando nessas coisas. O papai vai estar sempre com você.

De repente, Beatriz levantou para ele os olhinhos já vermelhos.

— O papai é tão bom com a tia Kari, e ela está sempre do seu lado. Será que a mamãe não ficou com o papai porque o papai não foi bom para ela?

Bia já era mais sensível e mais esperta do que outras crianças da mesma idade. E, à medida que crescia, começava também a entender melhor certas coisas.

Henrique ouviu aquilo da boca da filha, e a mão que a acariciava parou por um segundo.

Demorou bastante para conseguir acalmá-la de vez. Só depois de muito custo Beatriz finalmente adormeceu. Ao ver as lágrimas ainda brilhando no canto dos olhos da menina, Henrique estendeu a mão e as enxugou com cuidado.

Da última vez em que Bia tinha ficado doente, ela só perguntara pela mãe. Não tinha demonstrado tanta agitação nem tanta tristeza quanto agora.

Henrique cobriu a filha direito, ajeitou o cobertor e saiu do quarto em passos leves.

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