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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 144

Tatiane olhou para Henrique.

Bianca virou-se de lado e lançou um olhar ao filho. Em seguida, voltou a encarar Tatiane e a advertiu:

— É melhor a Srta. Evelyn guardar bem o que eu disse. Não faça nada de que venha a se arrepender depois.

Dito isso, seguiu em direção ao banheiro.

Quando Bianca se afastou, restaram apenas Tatiane e Henrique ali.

Tatiane lançou ao homem apenas um olhar frio. Naquele momento, não queria trocar uma única palavra com ele.

— Surgiu um imprevisto, preciso ir. Por favor, Sr. Henrique, avise a Bia por mim.

Ela já ia sair quando ouviu a voz dele atrás de si:

— Vá você mesma falar com a Bia.

Tatiane parou no meio do passo.

No fim, voltou para a sala privativa.

O rostinho de Bia, que até então estava iluminado de alegria, murchou na mesma hora.

— Mas a tia Evelyn quase não comeu nada.

Tatiane falou com suavidade:

— Desculpa, Bia. Eu realmente tenho um compromisso.

— Então tá bom. Mas da próxima vez eu posso convidar a tia Evelyn para jantar lá em casa?

Os olhos da menina estavam cheios de expectativa.

Tatiane sorriu e assentiu.

— Pode.

Só então o sorrisinho voltou ao rosto de Bia.

— Então eu levo a tia Evelyn até a saída.

— Não precisa. Eu consigo ir sozinha. Você fica aqui e come direitinho, tá? Depois a gente se fala, combinado?

Depois de acalmar Bia, Tatiane se virou e saiu da sala privativa. Lançou um olhar para Henrique e passou direto por ele.

Mal tinha cruzado a porta quando ouviu Bia dizer:

— Papai, acompanha a tia Evelyn.

Logo em seguida, Tatiane sentiu atrás de si a presença daquele olhar pousado nela. Seus passos vacilaram por um instante. Ela virou levemente o rosto para Henrique e disse, num tom distante:

— Sr. Henrique, não precisa me acompanhar.

Henrique não respondeu.

— Então a Srta. Evelyn quer tanto assim conquistar o meu respeito?

Com os nervos à flor da pele, Tatiane ergueu levemente o queixo e sustentou o olhar dele.

— Não entenda errado. Eu não tenho o menor interesse no senhor, Sr. Henrique.

Assim que as palavras saíram, Henrique parou de avançar.

Ficou ali, diante dela, alto, impondo-se de cima para baixo. Os olhos estreitos e profundos a fitavam sem desviar. Então, de repente, ele soltou uma risada seca.

Tatiane já estava com as costas encostadas na parede, mas continuou encarando-o de frente, sem baixar os olhos.

— A Srta. Evelyn realmente tem personalidade.

— Vou considerar isso um elogio, então.

— Você realmente gosta de se achar. Eu não elogiei você.

Tatiane ficou sem resposta.

Apertou os dedos com força. Só sentia o coração latejando de dor, batendo pesado dentro do peito. A vontade de estapear aquele homem era quase incontrolável.

Puxou o ar devagar, reprimindo à força a turbulência que fervia dentro dela, e disparou, irritada:

— Se não sabe falar direito, então é melhor ficar calado.

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