Tatiane olhou para Henrique.
Bianca virou-se de lado e lançou um olhar ao filho. Em seguida, voltou a encarar Tatiane e a advertiu:
— É melhor a Srta. Evelyn guardar bem o que eu disse. Não faça nada de que venha a se arrepender depois.
Dito isso, seguiu em direção ao banheiro.
Quando Bianca se afastou, restaram apenas Tatiane e Henrique ali.
Tatiane lançou ao homem apenas um olhar frio. Naquele momento, não queria trocar uma única palavra com ele.
— Surgiu um imprevisto, preciso ir. Por favor, Sr. Henrique, avise a Bia por mim.
Ela já ia sair quando ouviu a voz dele atrás de si:
— Vá você mesma falar com a Bia.
Tatiane parou no meio do passo.
No fim, voltou para a sala privativa.
O rostinho de Bia, que até então estava iluminado de alegria, murchou na mesma hora.
— Mas a tia Evelyn quase não comeu nada.
Tatiane falou com suavidade:
— Desculpa, Bia. Eu realmente tenho um compromisso.
— Então tá bom. Mas da próxima vez eu posso convidar a tia Evelyn para jantar lá em casa?
Os olhos da menina estavam cheios de expectativa.
Tatiane sorriu e assentiu.
— Pode.
Só então o sorrisinho voltou ao rosto de Bia.
— Então eu levo a tia Evelyn até a saída.
— Não precisa. Eu consigo ir sozinha. Você fica aqui e come direitinho, tá? Depois a gente se fala, combinado?
Depois de acalmar Bia, Tatiane se virou e saiu da sala privativa. Lançou um olhar para Henrique e passou direto por ele.
Mal tinha cruzado a porta quando ouviu Bia dizer:
— Papai, acompanha a tia Evelyn.
Logo em seguida, Tatiane sentiu atrás de si a presença daquele olhar pousado nela. Seus passos vacilaram por um instante. Ela virou levemente o rosto para Henrique e disse, num tom distante:
— Sr. Henrique, não precisa me acompanhar.
Henrique não respondeu.
— Então a Srta. Evelyn quer tanto assim conquistar o meu respeito?
Com os nervos à flor da pele, Tatiane ergueu levemente o queixo e sustentou o olhar dele.
— Não entenda errado. Eu não tenho o menor interesse no senhor, Sr. Henrique.
Assim que as palavras saíram, Henrique parou de avançar.
Ficou ali, diante dela, alto, impondo-se de cima para baixo. Os olhos estreitos e profundos a fitavam sem desviar. Então, de repente, ele soltou uma risada seca.
Tatiane já estava com as costas encostadas na parede, mas continuou encarando-o de frente, sem baixar os olhos.
— A Srta. Evelyn realmente tem personalidade.
— Vou considerar isso um elogio, então.
— Você realmente gosta de se achar. Eu não elogiei você.
Tatiane ficou sem resposta.
Apertou os dedos com força. Só sentia o coração latejando de dor, batendo pesado dentro do peito. A vontade de estapear aquele homem era quase incontrolável.
Puxou o ar devagar, reprimindo à força a turbulência que fervia dentro dela, e disparou, irritada:
— Se não sabe falar direito, então é melhor ficar calado.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
Estava gostando muito da história, mas agora perdeu o encanto. A Tati deveria se divorciar do Henrique. E ficar com o Leandro. O título do Livro não tem nada a ver com a história. Acho que nem vou ler o restante....
"O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores", e é por isso que vocês entregam apenas 3/4 do texto original quando começamos a pagar com as moedas? Porque sempre faltam falas e a gente acaba ficando sem entender algumas coisas. Corrijam isso....
390 capítulos e ele não decide o que faz com ela além de humilhar, 390 capítulos que o irmão lerdo não vê que ela é a irmã que ele tanto procura, ela não entendeu até agora que o pai foi forçado a pedir pra ela sair do pais por conta da mãe monstra dela, história que tinha tudo para ser boa tá andando em circulos... vamos melhorar por favor!...
30 capítulo e não aconteceu nada de interessante, esse cara é ridículo, a história tá perdendo enredo, era pra tá prendendo a gente , mas já tá um saco, li até aqui e não vi sentido algum. Me desculpa só sendo sincera…...