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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 108

Um grito agudo rasgou o ar.

Karine perdeu o equilíbrio, tropeçou nos próprios passos e caiu no chão.

Todos ficaram em choque.

Henrique avançou a passos largos, abaixou-se ao lado dela e a amparou, verificando como ela estava.

Na mesma hora, os olhos de Karine se encheram de lágrimas. Ela olhou para Henrique, cheia de queixa, e murmurou:

— Rick, meu rosto está doendo muito.

A parte atingida já começava a inchar e a avermelhar diante de todos.

As pessoas correram para perto.

O Sr. Vinícius levantou a voz e mandou os funcionários chamarem um médico imediatamente.

Tatiane e Leandro contornaram a rede e se aproximaram depressa.

Henrique pegou Karine nos braços e se levantou.

Tatiane então falou:

— Sr. Henrique, posso arcar com todas as despesas médicas desta senhorita, além de uma compensação pelo transtorno causado.

O Sr. Vinícius se apressou em intervir:

— A culpa de hoje foi minha. Eu não devia ter sugerido essa partida. Sr. Henrique, a srta. Evelyn também não fez por mal.

Afinal, tinha sido ele quem propusera formar as equipes. Agora que alguém saíra ferido, não podia simplesmente se eximir da responsabilidade.

Lucas saiu em defesa de Tatiane:

— Rick, em jogo, acidente acontece. Primeiro leva a Kari para a enfermaria.

Os olhos escuros de Henrique se fixaram em Tatiane.

Ele não disse uma palavra.

Apenas a encarou por um instante e então se afastou a passos largos, carregando Karine nos braços.

A partida mal tinha começado.

E já tinha terminado em confusão.

Depois daquilo, não havia mais clima para continuar o jogo.

Quando Lucas foi atrás deles, ainda olhou para trás, na direção de Tatiane. Não teve chance de dizer nada e acabou apenas acelerando o passo para alcançá-los.

O Sr. Vinícius disse algumas palavras a Tatiane e também foi verificar como estava a situação.

Afinal, Henrique não era alguém que se pudesse ofender.

Patrícia ficou olhando na direção em que eles haviam saído e soltou um muxoxo frio.

— Que frescura. Se é tão delicadinha assim, era melhor ficar em casa brincando de boneca.

Depois, virou-se para Tatiane e perguntou:

— Você não fez isso de propósito, fez?

— Eu vou com você. — Disse Roberto.

Tatiane balançou a cabeça.

— Não precisa. Eu vou sozinha.

Ela entregou a raquete a ele e seguiu para fora da quadra.

Na enfermaria, o médico examinava o ferimento de Karine. Não era nada grave. Bastaria passar uma pomada por alguns dias, e não ficaria marca nenhuma.

Naquele momento, Henrique estava na varanda, atendendo uma ligação. A voz dele soava tensa e apressada:

— Já estou voltando.

Depois de desligar, voltou para o quarto, informou-se sobre o estado de Karine e, após receber algumas recomendações, pediu a Lucas que cuidasse dela.

Karine imediatamente estendeu a mão e segurou a dele.

— Rick, você vai embora?

Henrique respondeu:

— A Bia ficou doente. Eu preciso ir. Lucas vai te levar para casa. Descanse direito.

Os dedos de Karine se enrijeceram.

No fundo do peito, um ressentimento amargo começou a subir.

Toda vez que Beatriz ligava, ele largava tudo e voltava correndo. Agora, o coração e a atenção dele estavam cada vez mais voltados para a filha. E, por causa daquela criança, o tempo que os dois passavam sozinhos vinha diminuindo cada vez mais.

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