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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 101

— Sr. Henrique, este é o acordo de divórcio assinado pela Sra. Tatiane.

O advogado colocou o documento diante dele.

Cinco anos antes, Cristiano havia procurado Henrique para tratar do divórcio.

No começo, de fato, tinha sido ele quem pedira a separação. Agora, porém, era Tatiane quem mal podia esperar para pôr um fim naquele casamento.

E isso o incomodava profundamente.

— Se ela quer mesmo se divorciar, que venha falar comigo pessoalmente.

O acordo de divórcio que haviam assinado antes acabou sendo anulado.

Num piscar de olhos, cinco anos haviam se passado.

Os dois continuavam casados perante a lei.

Henrique fixou o olhar no acordo de divórcio, os olhos frios como gelo.

— E ela? Onde está?

Ao ouvir a pergunta, o advogado respondeu:

— A Sra. Tatiane me concedeu plenos poderes para cuidar de tudo. Se o senhor não assinar, então só nos resta seguir pela via judicial.

Assim que ele terminou de falar, a expressão de Henrique se fechou ainda mais. De repente, ele soltou uma risada curta, carregada de escárnio.

— Então eu quero ver até onde ela acha que consegue ir.

O advogado deixou a sala da presidência.

Beatriz tinha ido ao escritório procurar o pai. No instante em que Henrique viu a filha, embora tenha disfarçado quase de imediato, Bia ainda percebeu que ele estava irritado.

— Papai, come um docinho.

Erguendo a mãozinha, Beatriz ofereceu o doce ao pai.

Henrique se abaixou e aceitou o docinho que ela lhe estendia.

— Papai, não fica bravo. A Bia fica com você.

Henrique pegou a filha no colo e a acomodou sobre as pernas.

— O papai não está bravo.

Nesse momento, o celular dele vibrou.

Quando pegou o aparelho, viu o nome no visor: Kari.

Assim que saiu do prédio da empresa, o advogado ligou para Tatiane.

— Certo, já entendi.

Cerca de quinze minutos depois, a Ferrari parou suavemente diante de um restaurante reservado, localizado em um edifício imponente e elegante.

Tatiane empurrou a porta do carro e desceu.

Os saltos altos tocaram o chão com firmeza. Quando ela se pôs totalmente de pé, o vento ergueu seus cabelos longos, e seu rosto delicado, banhado pelos últimos reflexos do entardecer, parecia envolto por um brilho dourado.

Ela fechou a porta, pegou a bolsa e seguiu em direção à entrada.

Naquele horário, o restaurante estava cheio.

E, no instante em que ela apareceu, foi impossível não atrair olhares.

Ela usava shorts pretos, que deixavam à mostra pernas longas e bem delineadas. A camisa branca de mangas curtas, marcada na cintura, realçava ainda mais sua silhueta esguia.

Seu rosto era bonito demais para passar despercebido, com traços marcantes e harmoniosos. Havia nela uma elegância madura e fria, quase inalcançável.

Alguns homens chegaram até a se aproximar para puxar conversa.

Afinal, quem conseguia reservar uma mesa ali claramente não era uma pessoa comum.

Tatiane recusou com um sorriso cortês e continuou andando, sem diminuir o passo, até entrar no salão.

Um garçom veio recebê-la. Mesmo acostumado a ver mulheres bonitas naquele lugar, no instante em que a viu, não conseguiu evitar um lampejo de surpresa no olhar. Ainda assim, seu impecável profissionalismo não permitiu que demonstrasse nada além do necessário.

Quando Tatiane informou o nome da reserva e o número da sala privativa, o funcionário imediatamente passou a conduzi-la até lá.

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