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Ela Nunca Mais Vai Se Apaixonar romance Capítulo 357

Onde Daniela estava?

A expressão de Eduardo mudou.

Ele estava prestes a voltar para procurar uma enfermeira quando, de repente, ouviu um ruído vindo do banheiro.

Seu movimento parou no meio.

A porta do banheiro abriu.

As sobrancelhas de Eduardo estremeceram.

A perna que já havia avançado recuou às pressas, e ele fechou a porta.

O movimento foi apressado, e o som da porta fechando acabou ficando um pouco alto.

Daniela olhou naquela direção por instinto.

A porta do quarto estava fechada.

Ela observou em silêncio por alguns segundos e só então caminhou de volta para a cama.

Agora, com a barriga cada vez maior, ela acordava mais vezes durante a noite para ir ao banheiro.

Catarina dormia profundamente.

Se Daniela não chamasse de propósito, aqueles movimentos jamais seriam suficientes para acordar ela.

Daniela caminhou até o sofá.

Ao ver Catarina dormindo, sorriu de leve, inclinou o corpo e puxou a coberta para cima, cobrindo melhor Catarina.

Quando Daniela endireitou o corpo, uma fisgada repentina atingiu um nervo na região lombar, e a dor veio com força.

Ela puxou o ar entre os dentes.

O rosto inteiro ficou contraído no mesmo instante.

Com uma das mãos apoiada na cintura, tentou dar alguns passos com o corpo rígido.

De repente, a porta do quarto foi aberta, e passos apressados vieram na direção dela.

Antes que Daniela pudesse reagir, um par de braços fortes já havia envolvido seu corpo e erguido ela.

Assustada, com medo de cair, ela segurou por instinto a roupa na altura do peito dele.

Ao erguer os olhos e ver que era Eduardo, sua expressão ficou um pouco rígida.

Eduardo levou Daniela até a cama e baixou a voz:

— Deite de lado. Vou massagear um pouco.

Daniela franziu a testa.

— Não precisa. Amanhã, se ainda estiver doendo, vou chamar uma fisioterapeuta obstétrica.

A expressão de Eduardo ficou séria.

— Então você vai aguentar a dor até amanhã? Eu sei que você não quer me ver, mas, se posso aliviar um pouco, por que insistir em suportar isso sozinha? Como pai da criança, eu não vou ficar vendo você sentir dor sem fazer nada.

Gotas finas de suor surgiram na testa de Daniela. A dor era realmente intensa.

Eduardo suspirou.

— Não use seu corpo para teimar comigo. Vou massagear sua lombar. Quando a dor passar, eu vou embora imediatamente.

Daniela apertou os lábios.

No sofá, Catarina virou de lado.

Com medo de acordar Catarina, Daniela não disse mais nada.

O quarto ficou muito silencioso.

Ao perceber que Daniela não se opôs mais, Eduardo esfregou as mãos até aquecer as palmas e apoiou uma delas com cuidado na região lombar dela.

Massageou de leve, como teste.

— É aqui?

De costas para ele, Daniela estava com um braço sob a cabeça.

Uma estranheza tão grande que Daniela não conseguia evitar a dúvida: será que essas chamadas lembranças também não eram apenas um sonho?

Sua memória tinha sido manipulada.

Sua vida tinha sido despedaçada por acaso naquele sequestro.

Entre verdades e mentiras, como distinguir uma coisa da outra?

Eduardo falou de repente, com a voz muito baixa:

— Depois de amanhã, vou viajar para fora do país.

Daniela abriu os olhos e saiu das lembranças.

Ficou em silêncio por um instante antes de perguntar:

— Por quanto tempo?

Eduardo não parou a massagem. O olhar dele caiu sobre o perfil de Daniela.

— Não tenho certeza. Tem uma coisa que ainda não foi totalmente confirmada, mas acho que preciso contar para você primeiro.

Daniela pareceu pressentir algo e virou o corpo de repente.

O movimento foi rápido demais e repuxou o nervo da lombar.

A dor fez o corpo inteiro dela ficar rígido, e as sobrancelhas se franziram com força.

Ao perceber que Daniela queria levantar, Eduardo segurou depressa os ombros dela.

— Não levante. Eu vou contar tudo. Não fica agitada.

Quando a dor aliviou um pouco, Daniela olhou para Eduardo com tensão.

— É sobre nossa filha? Ela ainda está viva?

Eduardo olhou para a expectativa nos olhos dela e já não ousou esconder nada.

— Ainda não temos certeza. Por enquanto, só encontramos uma pista.

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