Depois de conseguir a resposta que queria, Daniela foi embora.
Desde o momento em que entrou no quarto até a saída, não se passaram nem cinco minutos.
João pediu que Kauê levasse Daniela de volta.
Depois que ela foi embora, João voltou ao quarto.
Na cama, Eduardo estava de olhos fechados.
Aquele rosto bonito estava muito mais magro, a pele pálida e fria, e os lábios sem nenhum traço de cor.
João sabia que ele não estava dormindo.
— Vocês já terminaram de conversar tão rápido?
Ao ouvir aquilo, Eduardo continuou de olhos fechados e apenas respondeu de forma indiferente.
João franziu a testa, puxou uma cadeira e sentou ao lado da cama.
— Sobre o que aconteceu naquele ano, acho que, depois de tanto tempo, talvez seja possível considerar contar tudo a ela...
— Não.
Eduardo abriu os olhos e encarou João. Seus olhos escuros estavam afiados e frios.
— Se você ousar revelar alguma coisa, não me culpe por deixar de tratar você como amigo.
João ficou um pouco culpado.
Eduardo franziu a testa e percebeu a culpa no olhar dele naquele instante.
— Para quem você contou?
João disse, impotente:
— Só para Catarina! Você também sabe que, quando ela chora, eu não sei o que fazer. Além disso, queremos que ela acompanhe Daniela mais nestes próximos dias. Então ela precisa saber a situação real. Senão, se falar alguma coisa errada, pode acabar causando o efeito contrário, não acha?
O rosto de Eduardo ficou sombrio.
— Com a boca que Catarina tem, você acha que ela consegue guardar segredo depois de saber?
— Isso não é justo com ela. Catarina é advogada. Não deixe esse jeito despreocupado que ela tem no dia a dia enganar você. Quando o assunto é sério, ela é mais confiável do que muita gente. Fique tranquilo. Ela não vai falar nada.
Ao ouvir isso, a expressão de Eduardo se suavizou um pouco.
João limpou a garganta e perguntou de novo:
— Então, afinal, o que vocês conversaram agora há pouco?
Eduardo desviou o olhar para o teto.
João estava cheio de impotência.
— Depois de tanto esforço, tudo finalmente foi resolvido. Diego também foi encontrado, e o segundo bebê está a caminho. Divorciar agora? Então o que foram toda a sua tolerância e todos os seus planos nestes cinco anos?
Os cílios de Eduardo tremeram de leve, e seu pomo de Adão se moveu com dificuldade.
— Pois é. Cinco anos... tempo demais.
João olhou para ele, sem entender.
— O que você quer dizer?
— Nestes cinco anos, meus segredos fizeram ela sofrer injustiças demais. Fui eu que apaguei o amor que ela sentia por mim. Também fui eu que destruí a confiança entre nós.
Eduardo fechou os olhos, e sua respiração ficou pesada.
— Acho que eu errei desde o começo.
João ficou atônito.
Eduardo soltou uma risada de escárnio contra si mesmo.
— Se ela quer ir embora, que direito eu tenho de não dar essa liberdade?
João apertou os lábios e, no fim, não disse mais nada.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Mais Vai Se Apaixonar
Não acredito que o livro ficou concluído sem o casal ter resolvido sua situação....
Essa Daniela é meio burra né? Me estressou!!...