O movimento de Diego não foi forte.
Ele não tinha esquecido que Daniela ainda carregava um bebê na barriga.
— Mamãe, eu também gosto muito de você. Sempre achei você muito boa. Eu vivia fazendo pedidos para as estrelas, pedindo que você virasse minha mãe. Parece que as estrelas ouviram meu desejo e transformaram você na minha mãe...
As palavras inocentes de Diego fizeram Daniela chorar e rir ao mesmo tempo.
Ela abraçou Diego e, com uma das mãos, acariciou suavemente a cabeça dele.
— É. As estrelas foram muito boas. Elas ajudaram você a realizar seu desejo.
Diego, de repente, ergueu a cabeça.
Em suas pupilas escuras, refletia o rosto de Daniela.
— Mamãe, então, de agora em diante, eu, você e papai vamos poder viver sempre juntos?
A mão de Daniela, que acariciava a cabeça dele, parou.
Antes que ela pudesse responder, Ana começou a chorar alto de repente.
— Eu quero meu papai. Quero voltar para casa...
Daniela soltou Diego e caminhou até Ana.
Ana estava sentada no chão, chorando com muita tristeza.
Giovanna pegou Ana no colo e colocou a menina sobre as próprias pernas.
— O que foi? Por que você quer voltar para casa de repente?
Ana chorava com o rosto cheio de lágrimas e ranho.
— Diego já tem mamãe. Eu também quero uma mamãe. Quero voltar para casa e pedir para o papai trazer minha mamãe de volta... A televisão disse que criança sem mãe fica sozinha. Eu não quero ficar assim.
Ao ouvir aquelas palavras de Ana, todos os adultos sentiram o coração apertar.
Ana tinha a mesma idade de Diego.
Há pouco, Daniela só tinha se concentrado no reencontro entre mãe e filho com Diego e acabou esquecendo que Ana também estava ali.
— Eu também quero que a madrinha vire minha mamãe. Diego já teve duas mamães e ainda pode ter a madrinha como mamãe dele...
Diego se aproximou, olhou para Ana chorando e franziu a testa.
A mãe que ele tinha acabado de recuperar mal tinha ficado com ele, e Diego não queria dividir Daniela com ninguém.
— Se você quer uma mamãe, volte para casa e peça para seu pai procurar uma.
Ana disse:
— Eu nunca tive nem uma mamãe. Você é sem-vergonha. Já trocou de mamãe duas vezes. Buááá... Eu também quero uma mamãe...
— Aquelas duas nem eram minhas mães de verdade!
Diego também ficou aflito.
Segurou a mão de Daniela com força, franziu a testa e olhou para Ana, com o rostinho muito sério.
— Eu chamei as pessoas erradas de mãe porque meu pai foi burro. Foi ele que disse que elas eram minhas mães. Eu só tenho cinco anos, não entendo nada! Não quero saber. Esta aqui é a minha mãe. Chorar não adianta. Cada criança tem a própria mãe. Você também tem a sua. Se quer uma mamãe, volte para casa e peça uma para o seu pai!
Assim que ficou no colo de Daniela, a menina olhou sem perceber para a barriga saliente da mulher, e o choro foi diminuindo aos poucos.
Simão já tinha dito que havia um bebê na barriga de Daniela.
O bebê era muito frágil, e Ana tinha medo de que seu choro alto assustasse o bebê.
Ana fez beicinho e segurou o choro. Restaram apenas os soluços do corpo.
Aquele jeito de querer chorar, mas não ousar chorar, dava ainda mais pena.
Daniela acariciou a cabeça dela com ternura.
Primeiro acalmou as emoções de Ana, depois explicou tudo com cuidado.
Quando Ana se acalmou, Daniela pediu que Diego pedisse desculpas a ela.
Diego ficou ao lado, ouvindo Daniela conversar com Ana.
Ele também percebeu que tinha agido errado há pouco e pediu desculpas obedientemente.
Logo, as duas crianças fizeram as pazes como antes e correram felizes para o quintal, de mãos dadas.
Daniela observou as costas alegres dos dois e murmurou em voz baixa:
— Se minha filha também estivesse viva, talvez fosse uma cena assim.
Ao ouvir aquilo, Giovanna virou a cabeça e olhou para ela.
— Diego ainda está aqui. Talvez a outra criança também esteja viva.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Mais Vai Se Apaixonar
Não acredito que o livro ficou concluído sem o casal ter resolvido sua situação....
Essa Daniela é meio burra né? Me estressou!!...