Daniela estava presa no sonho.
No sonho, a névoa continuava densa.
Ela ouviu o choro de um bebê.
Correu com todas as forças para procurar a criança, mas, por mais que tentasse, não conseguia sair daquela névoa.
O choro foi ficando cada vez mais distante, até desaparecer.
— Mamãe, eu estou aqui. Venha me encontrar, mamãe...
Uma voz infantil familiar veio das profundezas da névoa.
Daniela foi atraída por aquela voz e correu atrás dela, sem pensar em mais nada.
— Mamãe, eu estou aqui. Venha logo, mamãe. Anda, mamãe, rápido...
Daniela corria sem se importar com nada.
Mesmo que a névoa à frente impedisse qualquer visão, ela continuava seguindo aquela voz com teimosia.
De repente, a névoa se dissipou, e a paisagem ao redor voltou a ser o armazém de cinco anos atrás.
Desta vez, ela viu uma criança parada no meio do armazém.
A criança estava de costas para ela, mas aquela silhueta era muito parecida com a de Diego.
Daniela caminhou até ele passo a passo, com cuidado.
— Diego...
Ela abriu a boca para chamar por ele, mas sua voz saiu muito baixa, como se tivesse medo de assustar Diego e fazer com que ele fugisse.
— Diego, eu sou sua mãe. Vire para olhar para a mamãe, está bem?
Daniela olhava para aquela figura, com a voz trêmula e o rosto já coberto de lágrimas.
Mas aquela criança não respondeu.
Daniela ficou aflita, e seus passos aceleraram.
De repente, a névoa avançou em turbilhão.
Em um instante, aquela figura foi engolida pela névoa.
— Não! Diego...
Ela gritou e abriu os olhos.
Catarina tocava o rosto dela, aflita.
— Como ele reagiu quando soube?
Catarina pegou alguns lenços de papel e limpou as lágrimas de Daniela.
— Claro que ficou feliz! Ele sempre foi muito apegado a você e já queria muito que você fosse mãe dele. Agora, quando soube que você é mesmo a mãe dele, ficou radiante. Até foi contar vantagem para Ana. Resultado: fez Ana chorar, e depois levou um tempão para acalmar a menina.
Ao ouvir aquilo, o coração de Daniela amoleceu.
Ela pensou na separação dolorosa daqueles cinco anos, pensou em todas as mágoas que Diego tinha sofrido durante esse tempo, e uma dor fina se espalhou dentro de seu peito.
— Nestes cinco anos, eu falhei com ele...
— Falhou coisa nenhuma. Isso claramente foi Eduardo...
Catarina se interrompeu, olhou para Giovanna ao lado e suspirou.
— Enfim, a criança ainda está viva. Embora apenas um bebê tenha sobrevivido, isso já pode ser considerado uma bênção.
Daniela assentiu e disse:
— Quero ver Diego.
Ela mal podia esperar para abraçar seu filho.
— Está bem. Vou trazer Diego aqui agora. Fique deitada e não se mexa, entendeu? Você desmaiou ontem e dormiu até agora, sonhando sem parar. Ainda bem que o médico examinou você e disse que não era nada grave, senão eu teria morrido de susto! Você já está há um dia sem comer. Com certeza seu corpo está muito fraco agora, então não pode sair da cama de jeito nenhum. Não esqueça que ainda tem outro bebê na sua barriga!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Mais Vai Se Apaixonar
Não acredito que o livro ficou concluído sem o casal ter resolvido sua situação....
Essa Daniela é meio burra né? Me estressou!!...