Ao ouvir aquilo, Eduardo franziu levemente a testa.
Ao ver aquela expressão, Davi sorriu ainda mais satisfeito.
— Ela não vai voltar para casa com você nem quando a criança nascer?
Eduardo lançou um olhar frio para ele.
— Está tão interessado assim? Quer que eu passe o contato dela para você perguntar pessoalmente?
— Eu estou preocupado com você, e você já fica irritado desse jeito?
Davi recostou na cadeira e ergueu a sobrancelha.
— Está de mau humor? Quer que eu leve você para beber um pouco?
— Não precisa. Quando eu pegar o que vim buscar, vou fazer uma viagem ao exterior.
Ao ouvir aquilo, o sorriso no rosto de Davi desapareceu.
— Tem relação com aquele exame?
A expressão de Eduardo era indiferente.
— Sim. Em breve, provavelmente haverá um empresário estrangeiro entrando no mercado de novas energias. Fique de olho nisso para mim.
Davi fez uma pausa e perguntou:
— Certo. A viagem de João desta vez também tem relação com isso?
Eduardo franziu a testa.
— Como você também sabe disso?
— Ele me procurou há algum tempo. Também era para fazer um exame.
Ao ouvir aquilo, Eduardo ficou um pouco surpreso.
— Exame de quem?
— Isso ele não disse. Na hora, o tom dele parecia bem urgente.
Davi deu de ombros.
— Você conhece o temperamento de João. Foi a primeira vez que ele me pediu alguma coisa. Claro que eu não podia tratar isso com descaso.
Eduardo ficou pensativo.
Nesse momento, Hélio voltou trazendo o envelope de documentos.
— Sr. Davi, trouxe o que o senhor pediu.
Davi ergueu o queixo na direção de Eduardo.
— Entregue a Eduardo.
— Certo.
Hélio entregou o envelope a Eduardo.
Eduardo pegou o envelope e levantou.
— Obrigado pelo incômodo. Vou indo. Quando tiver tempo, a gente se encontra de novo.
Davi também levantou.
— Eu levo você pessoalmente ao aeroporto.
— Não precisa. Peça para seu motorista levar.
Davi foi até o lado dele e deu tapinhas em seu ombro.
— Não fique comovido ainda. Comprei um carro esportivo novo recentemente. Meu objetivo principal é mostrar ele para você!
Eduardo ficou sem palavras.
— Quando você voltar para trabalhar, tem que pensar em mim sempre, tá?
Simão percebeu que ela não queria se separar.
Tocou de leve a ponta do nariz dela com o dedo.
— Fique tranquila. Vou pensar em você o tempo todo.
Ana fez biquinho.
— Não trabalhe demais. Tem que comer na hora certa.
— Está bem.
Simão olhou para os olhos vermelhos dela e também sentiu uma relutância crescer no peito.
Embora confiasse em deixar Ana com Daniela, desde que adotou a menina, era a primeira vez que deixava ela em outra cidade.
Era inevitável que ficasse preocupado.
Depois de voltar para Cidade dos Ventos desta vez, levaria pelo menos meio mês até poder vir novamente a Costa Clara.
Como poderia não sentir saudade durante meio mês de separação?
Simão disse:
— Você precisa obedecer à madrinha, não pode fazer bagunça e tem que se dar bem com Diego, entendeu?
Ana assentiu com a cabecinha.
Sua voz infantil trazia um tom nasal cheio de relutância.
— Papai, fica tranquilo. Eu vou me comportar direitinho. Não vou dar trabalho.
Ela disse que não daria trabalho, mas seus olhos ficaram ainda mais vermelhos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Mais Vai Se Apaixonar
Não acredito que o livro ficou concluído sem o casal ter resolvido sua situação....
Essa Daniela é meio burra né? Me estressou!!...