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Ela Nunca Mais Vai Se Apaixonar romance Capítulo 245

Depois de voltar ao quarto, Daniela tomou um banho rápido, vestiu o pijama, fechou as cortinas e deitou na cama com todo o conforto.

A visita de Mariana e aquela cena já estavam dentro do que ela esperava, por isso não afetaram seu humor.

Pouco depois de deitar, ela adormeceu.

Dormiu muito bem.

Quando acordou, o céu lá fora já estava escuro.

Lá embaixo, vozes e risadas chegavam de forma vaga.

Daniela levantou, arrumou tudo, trocou de roupa e desceu.

A noite já estava um pouco fria.

Assim que saiu da casa, puxou instintivamente o casaco ao redor do corpo.

Debaixo da árvore no quintal dos fundos, algumas pessoas estavam sentadas ao redor da mesa.

Patrícia preparava café.

Isabela, Simão e Rodrigo conversavam e riam.

Ao ver Daniela sair, os três sorriram e cumprimentaram ela.

— Boa noite.

Daniela respondeu e caminhou até eles.

Simão pegou uma cadeira, colocou ao lado de Isabela e disse a Daniela:

— O chef está preparando o jantar. Espere mais um pouco.

— Está bem.

Daniela sorriu para Simão e sentou.

Patrícia entregou o café que tinha acabado de preparar a cada um deles.

— Eu estava pensando se já devia subir para chamar você para jantar.

Ao chegar a vez de Daniela, ela serviu um copo de água.

— Você, grávida, precisa beber menos café. Beba água.

Daniela olhou ao redor e não viu as duas crianças. Franziu levemente a testa.

— E as duas crianças?

Simão disse:

— Diego foi levado pela mãe para a pousada ao lado. Ana está dormindo lá em cima. Ela passou o dia todo no mar e ficou cansada. Depois que voltou e tomou banho, dormiu desde as quatro da tarde e ainda não acordou.

Ao ouvir isso, Daniela assentiu e não disse mais nada.

Rodrigo olhou para Daniela e disse:

— Hoje nosso passeio de barco rendeu bastante. O capitão deu um peixe grande para a gente. Patrícia fez questão de pedir ao chef para preparar o peixe de três jeitos. A cabeça e a cauda vão virar caldo, porque ela disse que você está grávida e precisa beber mais caldo de peixe.

Daniela olhou para Patrícia e sorriu.

— Que maravilha. Vou comer bem de novo.

Patrícia disse:

— Claro. Eu, que não pretendo casar, ainda estou contando com você para criar uma criança junto comigo. Quando o bebê nascer, deixa eu ser madrinha. No futuro, quando eu ficar velha, quando o bebê cuidar de você, aproveita e manda cuidar de mim também.

— Patrícia pensa em tudo mesmo. — Disse Rodrigo, olhando para Daniela. — Eu quero ser padrinho do bebê!

Simão olhou de lado para ele.

— Você não tem cerimônia nenhuma mesmo.

Rodrigo fez um muxoxo para Simão e voltou a olhar para Daniela.

— Uma coisa boa dessas, se a gente fizer cerimônia, perde a chance! O bebê já nasce com um padrinho famoso. Isso dá muito prestígio, não dá?

Daniela tocou a barriga e sorriu.

— Padrinhos e madrinhas nunca são demais. Ter tanta gente querendo bem é uma bênção para o bebê.

Patrícia e Rodrigo trocaram um olhar, ambos igualmente surpresos e felizes.

— Sério?

Eles não esperavam que Daniela aceitasse com tanta facilidade.

Patrícia disse depressa:

— Então está combinado! Amanhã mesmo vou à cidade escolher um presente. Primeiro vou cumprir a formalidade direitinho, para você não voltar atrás quando o bebê nascer!

Rodrigo ergueu a mão.

— Quando você for, lembra de me levar junto!

Patrícia riu e bateu na mão de Rodrigo.

— Sem problema!

Sentado ao lado, Simão olhou para os dois, que de repente tinham virado madrinha e padrinho do bebê, e ficou em silêncio.

Daniela olhou para todos, com o coração aquecido.

— Obrigada a vocês.

Patrícia olhou para ela com reprovação.

— Agora a gente já é praticamente de casa. Pare de agradecer por qualquer coisa!

Ao ouvir isso, Daniela riu.

— Está bem. Então, daqui para a frente, também vou passar a chamar você de Patrícia?

— Perfeito. Só Patrícia mesmo!

O nome dela era Patrícia Coelho, e Isabela sempre chamava ela de Patrícia.

Daquele lado, todos conversavam e riam. O clima era harmonioso e alegre.

Mas, na pousada ao lado, a situação entre Mariana e Diego não era necessariamente a mesma.

Eduardo ainda não tinha voltado.

Mariana tinha levado Diego de volta à tarde e ficou esperando no quarto.

Fez uma ligação atrás da outra, mas Eduardo simplesmente não atendia.

Seu humor estava péssimo.

Depois de voltar do mar, Diego não estava muito bem.

Parecia abatido, sem energia, e também não queria comer.

Mariana estava de mau humor e não tinha paciência para cuidar dele.

Depois de levar Diego ao quarto, mandou ele deitar sozinho no sofá.

E ele ficou deitado ali até anoitecer.

Mariana pediu comida por aplicativo.

Quando o pedido chegou, ela reprimiu toda a irritação dentro do peito e chamou Diego, que estava encolhido no sofá, com impaciência:

— Venha comer.

Diego franziu a testa, com uma expressão de dor.

Fez esforço para abrir os olhos.

— Mamãe, eu estou passando mal...

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