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Ela Nunca Mais Vai Se Apaixonar romance Capítulo 235

Nos arredores de Costa Clara, dentro de uma fábrica abandonada de processamento de pedra.

O estrangeiro coberto de tatuagens estava com as mãos e os pés amarrados, preso a uma ponte rolante e suspenso no ar.

A perna dele estava quebrada, e havia alguns ferimentos pelo corpo, mas nenhum era fatal.

Kauê e Lucas vigiavam ele.

Os dois estavam agachados na entrada do galpão.

Kauê tirou uma carteira de cigarros.

— Pega um para espantar o sono.

Lucas puxou um cigarro.

— E o isqueiro?

— Caiu.

Lucas olhou para ele.

— Então como você quer que eu fume?

Kauê riu.

— Achei que você tivesse.

— O meu caiu quando agarrei aquele sujeito.

— Então era isso. Não é à toa que você pegou tão pesado com ele agora há pouco!

Lucas soltou uma risada de desdém.

— Ele já merecia uma surra. Teve coragem de tentar matar uma grávida! Esse tipo de gente faz qualquer coisa por dinheiro.

Kauê olhou para ele.

— Você acha que todo mundo é igual à gente? Mas me diz, como você consegue?

Lucas ficou confuso.

— Consigo o quê?

— Você passou cinco anos em uma força de paz, sobreviveu em frentes de batalha onde era matar ou morrer. Como seu coração continua tão puro?

Lucas hesitou por alguns segundos e então entendeu.

Ele ergueu a mão e empurrou Kauê.

— Não vem falar de mim usando indireta. Você também não é muito diferente. Continua do mesmo jeito ao lidar com as pessoas. Toda vez eu preciso suavizar as coisas por você, senão você já teria ofendido um monte de gente.

— Para de falar bobagem, eu..

Antes que ele terminasse, a luz de um farol iluminou o local.

Lucas e Kauê ficaram de pé imediatamente e entraram em estado de alerta.

O som do carro foi chegando cada vez mais perto.

Kauê reconheceu logo de cara.

— É o senhor Eduardo!

Lucas soltou o ar, aliviado.

— Ainda bem. Achei que fosse alguém vindo resgatar ele.

Kauê prendeu o cigarro atrás da orelha e foi receber Eduardo.

Eduardo abriu a porta do motorista e desceu do carro.

O homem soltou outro grito agudo e já não conseguiu dizer mais nada.

Eduardo manteve os olhos baixos, olhando para ele como se olhasse para um objeto morto.

Depois de alguns instantes, Eduardo reduziu um pouco a força no pé, dando a ele uma chance de respirar.

— Você sabe quem era a pessoa que deveria matar?

O homem estava encharcado de suor por causa da dor. No rosto coberto de suor frio, sua expressão estava distorcida pelo sofrimento.

Ele balançou a cabeça.

— Eu só executo a missão. Os superiores só me deram a localização e a foto do alvo...

A força no pé de Eduardo aumentou outra vez!

O homem gritou de novo e disse, desesperado:

— O que eu estou dizendo é verdade...

Depois disso, por mais que Eduardo continuasse pressionando, não conseguiu arrancar mais nada dele.

No fim, o homem desmaiou de dor.

Lucas avançou para verificar e confirmou que ele tinha realmente apagado.

Kauê perguntou:

— O que fazemos com esse homem?

Eduardo retirou o pé e disse com frieza:

— Por enquanto, encontrem um lugar para manter ele preso. Enquanto continuar vivo, vamos desgastar ele aos poucos. Não acredito que a força de vontade dele seja maior que a vontade de viver.

— Entendido!

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