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Ela Nunca Mais Vai Se Apaixonar romance Capítulo 205

As sobrancelhas de Daniela estremeceram.

Ela quis recuar, mas Eduardo pareceu já ter percebido sua intenção e segurou o tornozelo dela com força.

As mãos de Eduardo eram longas e bonitas.

No entanto, justamente aquelas mãos tão bonitas tinham alguns calos na palma, e esses calos roçavam a pele do tornozelo dela.

A respiração de Daniela parou por um instante.

— Me solta!

Ao ouvir isso, Eduardo ergueu os olhos para ela.

Ignorando a irritação no olhar de Daniela, disse com calma:

— Esse tratamento com ervas só funciona bem quando combinado com a técnica de massagem. Não fique mexendo.

— Eu não quero massagem. Solta.

Eduardo ergueu as sobrancelhas.

— Você quer acordar amanhã com os pés tão inchados que nem vai conseguir calçar os sapatos?

Daniela apertou os lábios e ficou sem resposta por um momento.

Ao ver que ela não resistia mais, Eduardo baixou a cabeça e começou a massagear com dedos ágeis.

Era preciso admitir que a técnica de massagem de Eduardo era realmente boa.

Ele encontrava os pontos certos com precisão, e a força também era exata.

O aroma das ervas se espalhava pelo ar.

Com os movimentos experientes de Eduardo, Daniela sentiu a sola dos pés aquecer aos poucos.

Depois da sensação de formigamento, o incômodo dolorido e inchado que havia atormentado Daniela a noite inteira foi desaparecendo gradualmente.

Quando o corpo relaxou, o sono veio em seguida.

Ela ergueu a mão para cobrir a boca e bocejou. Depois esfregou as pálpebras pesadas.

Que sono.

Daniela bocejou várias vezes seguidas, e uma camada de lágrimas surgiu em seus olhos.

Eduardo ergueu a cabeça e olhou para ela, com o olhar profundo.

— Está com sono?

Daniela bocejou de novo.

Estava com tanto sono que quase não conseguia manter os olhos abertos.

Nem tinha energia para encarar Eduardo com raiva.

Ao ver aquilo, Eduardo apertou os lábios e não disse mais nada.

Ele ergueu os pés de Daniela, envolveu tudo com uma toalha seca que estava ao lado e apoiou sobre as próprias coxas.

Os pés de Daniela ficaram apoiados nas pernas dele através da toalha, enquanto ela deixava Eduardo cuidar de tudo.

Depois de secar os pés dela, Eduardo ergueu os olhos.

— Você pode dormir agora.

Às vezes, estava à beira-mar; outras vezes, caminhava pelas ruas.

A cena mais frequente era Daniela sentada perto da janela em uma loja, segurando um lápis, com a cabeça baixa, desenhando seus projetos com concentração.

Eduardo sabia havia muito tempo que Daniela tinha um talento enorme para design.

Mas, em Costa Clara, ela não desenhava as joias em que era mais habilidosa. Desenhava roupas.

Só então Eduardo descobriu que Daniela também sabia fazer design de moda.

Parecia haver muitas surpresas escondidas nela.

Ela era inteligente e talentosa.

Só que, nos últimos cinco anos, sua vida tinha sido envolvida pela escuridão e pela dor.

Naqueles cinco anos, ela viveu, mas também parecia nunca ter vivido de verdade.

Ao pensar naqueles tempos dolorosos, Eduardo sentiu o peito sufocar.

Ele franziu a testa com força.

Então seu olhar mudou de direção e caiu sobre a mão dela, apoiada ao lado do travesseiro.

O dorso da mão era claro, os dedos eram finos, e as pontas tinham uma delicadeza quase translúcida.

Ele não conseguiu evitar.

Estendeu a mão e segurou a dela com cuidado.

Daniela dormia tão profundamente que nem percebeu quando sua mão foi segurada.

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