Ao sair da rua de pedestres, havia uma praça.
Alguns idosos organizavam danças, crianças brincavam, e também havia senhores jogando cartas e xadrez sob as luzes ao redor.
À noite, a cidade inteira ficava animada.
Daniela foi conduzida por Eduardo através da multidão apertada, protegida pelos braços dele, até chegar àquele lugar.
Assim que saíram da rua de pedestres, a sensação sufocante no peito de Daniela se dissipou de imediato.
Ela começou a lutar para escapar.
— Me solta!
Eduardo mantinha uma das mãos em volta da cintura dela, enquanto a outra segurava seu pulso com firmeza.
Da rua de pedestres até ali eram pouco mais de cem metros, mas ele parecia ter feito aquele trajeto com extrema dificuldade.
Agora, com o empurrão forte de Daniela, seu corpo alto pareceu perder as forças.
Ele cambaleou e recuou alguns passos.
— Sr. Eduardo...
Um grito assustado veio da multidão.
Antes que Daniela pudesse reagir, viu duas figuras altas correndo na direção deles.
Eduardo foi amparado por um homem de traços mestiços, com uma pequena trança.
O outro homem, de cabelo raspado, olhou para o rosto pálido de Eduardo e perguntou, tenso:
— Onde você foi ferido?
Eduardo respirava com dificuldade, e seus olhos negros continuavam fixos em Daniela.
Daniela estava a alguns passos dele.
Olhou para Eduardo, com a testa levemente franzida.
— O que está acontecendo aqui?
— Nada.
Gotículas de suor surgiam na testa de Eduardo.
Por causa da dor, seu rosto estava completamente pálido, mas ele ainda mantinha a calma e disse, em tom tranquilizador:
— Vou pedir para Kauê levar você de volta ao hotel primeiro.
Daniela apertou os lábios.
Ela sabia que Eduardo estava escondendo alguma coisa.
Será que alguém, no meio da multidão, tinha tentado fazer mal a ela agora há pouco?
A lembrança do incêndio no baile surgiu de repente em sua mente.
Sua intuição dizia que aquelas duas coisas certamente tinham relação.
Mas, naquela situação, também não era o momento de insistir em perguntas.
Daniela apertou os lábios e não recusou a decisão de Eduardo.
......
Ao voltar para o hotel, Daniela descobriu que Eduardo estava hospedado na suíte presidencial ao lado da dela.
Ela voltou a lembrar do sonho no avião.
— João serviu nas forças de paz. — Daniela olhou para Kauê, com voz firme. — Se eu não estiver enganada, você e seus amigos conhecem João. Foi ele que apresentou vocês a Eduardo, certo?
Kauê baixou os olhos.
— Nossa profissão é especial. Sobre essas perguntas, não posso responder.
Daniela ergueu levemente as sobrancelhas.
— Tudo bem. De qualquer forma, sua reação já deu a resposta.
Ela olhou para Kauê e curvou os lábios com frieza.
— Volte e diga a Eduardo que, já que ele quer esconder tudo de mim, então deve resolver tudo sozinho. Que pare de me envolver nisso o tempo todo.
Depois de dizer isso, ela pegou o cartão do quarto, destravou a porta e entrou.
A porta fechou.
Kauê olhou para a porta fechada, soltou um grande suspiro de alívio e virou em direção à suíte ao lado.
......
Dentro da suíte presidencial, Eduardo estava sentado no sofá, com a parte de cima do corpo nua.
Lucas estava limpando o ferimento dele.
As costas de Eduardo tinham sido abertas por um objeto cortante, e ele havia perdido bastante sangue.
Felizmente, o corte não era muito profundo.
Quando Kauê voltou, Lucas tinha acabado de limpar o ferimento e estava costurando a pele.
Para Lucas, que já havia servido nas forças de paz, lidar com aquele tipo de ferimento superficial não era nada difícil.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Mais Vai Se Apaixonar
Não acredito que o livro ficou concluído sem o casal ter resolvido sua situação....
Essa Daniela é meio burra né? Me estressou!!...