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Ela Nunca Mais Vai Se Apaixonar romance Capítulo 2

— Papai, eu tenho medo... não quero tomar injeção... — choramingou Diego.

Enquanto falava, ele levantou o queixo para olhar para Eduardo, revelando um rostinho bonito.

A respiração de Daniela travou.

Os olhos dela ficaram presos no rosto do menino.

Ele era praticamente a cópia de Eduardo.

E tinha chamado Eduardo de pai.

Então... Eduardo a havia traído?

A cor desapareceu lentamente do rosto de Daniela. Era como se alguém tivesse arrancado um pedaço do seu coração.

A dor era tão intensa que o corpo inteiro começou a tremer.

Eduardo continuava tentando acalmar Diego com paciência.

— Você precisa tomar a injeção para melhorar. Eu fico com você. Vamos ser corajosos, certo?

Diego fungou e perguntou:

— Então, se eu tomar a injeção... você pode dormir comigo hoje à noite? Mamãe disse que amanhã é meu aniversário de cinco anos. Quero abrir os olhos e já ver você!

Eduardo acariciou suavemente a cabeça do menino.

— Pode deixar. Eu prometo.

— Obrigado, papai! Você é o melhor! Eu amo muito você!

Eduardo sorriu de leve.

— Eu também amo você.

A voz infantil e manhosa de Diego, misturada ao tom paciente de Eduardo, era como lâminas cortando Daniela pouco a pouco.

Cinco anos...

Aquele Diego já tinha cinco anos.

O coração dela parecia ser apertado e rasgado por mãos invisíveis.

O estômago revirou violentamente.

Daniela cobriu a boca e se virou às pressas. Curvou o corpo sobre a lixeira ao lado do corredor e começou a ter ânsia de vômito.

O som chamou a atenção de Diego.

Ele virou a cabeça para a esquina do corredor, levantou o dedo e apontou.

— Papai, aquela moça ali parece doente. Ela parece estar passando muito mal.

Eduardo franziu levemente a testa.

Ao ouvir o som do enjoo, uma estranha inquietação surgiu em seu peito.

Ele se levantou com Diego nos braços, pronto para ir até lá ver o que estava acontecendo.

Mas, naquele instante, passos apressados se aproximaram por trás.

— Eduardo!

Eduardo virou ao ouvir a voz.

No mesmo instante, Daniela congelou no meio do enjoo.

Ela conhecia aquela voz melhor do que ninguém.

Vestindo um elegante conjunto profissional, Agatha Pimentel chegou rapidamente até Eduardo. Ela tocou o rosto vermelho de Diego com preocupação.

— O que o médico disse?

— Ele está com uma inflamação, por isso a febre alta não passa. Vai precisar tomar soro. — Respondeu Eduardo em voz baixa. — Vamos pagar primeiro e depois levar Diego para tomar a injeção.

Agatha olhou para o menino com o rosto cheio de preocupação:

— Desculpa... eu demorei.

Diego balançou a cabeça:

— Papai disse que você está ocupada com o trabalho. Eu sei que você trabalha muito. Não vou ficar bravo.

— Você é mesmo muito compreensivo.

Agatha passou a mão na cabeça dele e depois olhou para Eduardo.

— Quer que eu segure ele?

— Não precisa. Ele já está pesado...

Eduardo continuou carregando Diego nos braços.

Agatha caminhava ao lado dele.

Os três juntos formavam a imagem perfeita de uma família.

Aos poucos, foram se afastando pelo corredor.

Na esquina, Daniela se apoiou na parede para não cair.

O rosto estava pálido como papel. As lágrimas embaçavam sua visão.

Até aquele dia, ela jamais teria imaginado que o frio e distante Eduardo seria capaz de trair ela.

Assim como nunca imaginou que Agatha a trairia.

Um era o homem que ela amava com todo o coração.

A outra era a estudante pobre que ela havia tirado da miséria nas montanhas, financiado os estudos dela na universidade e que sempre dizia considerar Daniela como uma irmã.

......

Quando Daniela voltou a si, o carro já estava parado sob uma árvore diante da mansão.

Através do vidro, ela viu o Maybach de Eduardo entrar na propriedade.

O portão automático começou a se fechar lentamente, até bloquear completamente sua visão.

A mão que segurava o volante tremia sem controle.

Ela continuava olhando fixamente para o portão.

Dentro do carro fechado, sua respiração ficava cada vez mais acelerada.

De repente, a porta do carro se abriu com violência.

Daniela desceu correndo, tapando a boca.

Segurou o tronco da árvore e começou a vomitar sem parar.

Depois de um bom tempo, o estômago finalmente se acalmou.

Ela se endireitou com dificuldade, limpou as lágrimas e, apoiada na árvore, virou o corpo devagar.

Olhou ao redor para aquela mansão cujo estilo arquitetônico lhe era dolorosamente familiar.

A dor em seu coração já havia se transformado em entorpecimento.

Capítulo 2 1

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