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Ela Nunca Mais Vai Se Apaixonar romance Capítulo 194

De manhã cedo, o sol brilhava intensamente.

O céu de Costa Clara era azul e limpo, e as gaivotas voavam livres sobre o mar.

Os barcos que tinham saído para pescar de madrugada já voltavam devagar para a margem e atracavam no cais.

O gato da dona da pousada estava deitado sobre uma pedra na areia, com os olhos semicerrados de preguiça.

Fileiras de casas se alinhavam à beira-mar, e as mais próximas da parte externa eram, em sua maioria, pousadas.

Na pousada chamada Pousada Recanto da Costa, o quarto voltado para o leste, no segundo andar, tinha a melhor iluminação.

A luz da manhã atravessava a cortina e caía sobre o piso amarelo-claro ao lado da cama.

Na cama, os cílios de Daniela tremeram, e ela abriu os olhos.

A claridade era forte demais.

Ela apertou os olhos por alguns instantes e só então apoiou o corpo na cama para sentar.

Era o terceiro dia dela ali.

A Pousada Recanto da Costa pertencia a uma amiga de Isabela, uma mulher solteira.

Diziam que, cinco anos antes, ela tinha sofrido por amor, vendido a casa na Cidade dos Ventos e usado todas as economias para ir até aquele lugar e abrir uma pousada.

A dona era Patrícia.

Muito calorosa, tinha reservado para Daniela o melhor quarto.

Daniela estava hospedada ali havia três dias, em paz e com muito conforto.

Aquela cidade litorânea não tinha uma divisão de estações tão marcada quanto a Cidade dos Ventos.

Embora já fosse outubro, a temperatura média ainda ficava acima de vinte e cinco graus, e a máxima daquele dia passaria até dos trinta.

Depois de levantar, lavar o rosto e escovar os dentes, Daniela vestiu um vestido longo de alcinhas, com estampa floral, e colocou por cima uma camisa jeans fina de manga curta.

Em seguida, pegou a bolsa de palha que tinha comprado sem pensar muito, dois dias antes, na rua do centro histórico da cidadezinha, e saiu.

A pousada ficava junto ao mar.

Ao sair, havia uma grande faixa de areia logo à frente.

Ela caminhou pela praia em direção à rua do centro histórico.

A brisa do mar tinha gosto salgado.

Os cabelos e a barra do vestido balançavam com o vento, e ela avançava sem pressa, parando de vez em quando para tirar algumas fotos da paisagem.

Aquele era um destino turístico muito agradável.

A época não era de alta temporada, mas ainda havia bastante gente viajando por ali.

Ela parou diante de uma pequena lanchonete que servia café da manhã.

O lugar não era grande, e havia algumas mesinhas quadradas na entrada.

O celular dentro da bolsa vibrou.

A ponta do lápis parou. Ela largou o lápis.

Ela pegou o celular e, ao ver o nome na tela, seus olhos curvaram levemente.

Então atendeu.

— Yasmin.

Do outro lado, Yasmin riu antes mesmo de falar:

— Só pela sua voz, nem preciso perguntar para saber que você está de bom humor agora.

Daniela curvou os lábios.

Sua voz era muito leve, mas a alegria em seu tom era impossível de esconder.

— O ambiente daqui é ótimo, e a comida também é boa. Isabela não mentiu para mim. Este lugar é realmente muito adequado para cuidar da gestação.

— Ouvindo você falar assim, até eu fiquei com vontade de ir! — Yasmin soltou um suspiro. — Mas agora Benjamin está de olho em mim. Pensando bem, ainda bem que desta vez você foi esperta e não contou antes para onde ia. Caso contrário, com a eficiência do pessoal dele, talvez você nem tivesse conseguido embarcar.

O rosto de Daniela permaneceu calmo.

— Desde o começo, eu também não pretendia esconder meu paradeiro. Desta vez, saí usando férias e trabalho como motivo. Mesmo que Eduardo ainda seja meu marido agora, ele não tem o direito de limitar minhas saídas.

— Isso é verdade, mas, pelo temperamento dele, se soubesse com antecedência que você ia embora, você acha que ele deixaria você partir?

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