De manhã cedo, o sol brilhava intensamente.
O céu de Costa Clara era azul e limpo, e as gaivotas voavam livres sobre o mar.
Os barcos que tinham saído para pescar de madrugada já voltavam devagar para a margem e atracavam no cais.
O gato da dona da pousada estava deitado sobre uma pedra na areia, com os olhos semicerrados de preguiça.
Fileiras de casas se alinhavam à beira-mar, e as mais próximas da parte externa eram, em sua maioria, pousadas.
Na pousada chamada Pousada Recanto da Costa, o quarto voltado para o leste, no segundo andar, tinha a melhor iluminação.
A luz da manhã atravessava a cortina e caía sobre o piso amarelo-claro ao lado da cama.
Na cama, os cílios de Daniela tremeram, e ela abriu os olhos.
A claridade era forte demais.
Ela apertou os olhos por alguns instantes e só então apoiou o corpo na cama para sentar.
Era o terceiro dia dela ali.
A Pousada Recanto da Costa pertencia a uma amiga de Isabela, uma mulher solteira.
Diziam que, cinco anos antes, ela tinha sofrido por amor, vendido a casa na Cidade dos Ventos e usado todas as economias para ir até aquele lugar e abrir uma pousada.
A dona era Patrícia.
Muito calorosa, tinha reservado para Daniela o melhor quarto.
Daniela estava hospedada ali havia três dias, em paz e com muito conforto.
Aquela cidade litorânea não tinha uma divisão de estações tão marcada quanto a Cidade dos Ventos.
Embora já fosse outubro, a temperatura média ainda ficava acima de vinte e cinco graus, e a máxima daquele dia passaria até dos trinta.
Depois de levantar, lavar o rosto e escovar os dentes, Daniela vestiu um vestido longo de alcinhas, com estampa floral, e colocou por cima uma camisa jeans fina de manga curta.
Em seguida, pegou a bolsa de palha que tinha comprado sem pensar muito, dois dias antes, na rua do centro histórico da cidadezinha, e saiu.
A pousada ficava junto ao mar.
Ao sair, havia uma grande faixa de areia logo à frente.
Ela caminhou pela praia em direção à rua do centro histórico.
A brisa do mar tinha gosto salgado.
Os cabelos e a barra do vestido balançavam com o vento, e ela avançava sem pressa, parando de vez em quando para tirar algumas fotos da paisagem.
Aquele era um destino turístico muito agradável.
A época não era de alta temporada, mas ainda havia bastante gente viajando por ali.
Ela parou diante de uma pequena lanchonete que servia café da manhã.
O lugar não era grande, e havia algumas mesinhas quadradas na entrada.
O celular dentro da bolsa vibrou.
A ponta do lápis parou. Ela largou o lápis.
Ela pegou o celular e, ao ver o nome na tela, seus olhos curvaram levemente.
Então atendeu.
— Yasmin.
Do outro lado, Yasmin riu antes mesmo de falar:
— Só pela sua voz, nem preciso perguntar para saber que você está de bom humor agora.
Daniela curvou os lábios.
Sua voz era muito leve, mas a alegria em seu tom era impossível de esconder.
— O ambiente daqui é ótimo, e a comida também é boa. Isabela não mentiu para mim. Este lugar é realmente muito adequado para cuidar da gestação.
— Ouvindo você falar assim, até eu fiquei com vontade de ir! — Yasmin soltou um suspiro. — Mas agora Benjamin está de olho em mim. Pensando bem, ainda bem que desta vez você foi esperta e não contou antes para onde ia. Caso contrário, com a eficiência do pessoal dele, talvez você nem tivesse conseguido embarcar.
O rosto de Daniela permaneceu calmo.
— Desde o começo, eu também não pretendia esconder meu paradeiro. Desta vez, saí usando férias e trabalho como motivo. Mesmo que Eduardo ainda seja meu marido agora, ele não tem o direito de limitar minhas saídas.
— Isso é verdade, mas, pelo temperamento dele, se soubesse com antecedência que você ia embora, você acha que ele deixaria você partir?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Mais Vai Se Apaixonar
Não acredito que o livro ficou concluído sem o casal ter resolvido sua situação....
Essa Daniela é meio burra né? Me estressou!!...