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Ela Não Implora. Ela Enterra. romance Capítulo 57

Sebastião com certeza tinha vindo visitar o avô, mas teve algum imprevisto e precisou ir embora!

Isso! Só podia ser isso!

Vanessa Rodrigues repetia essa justificativa na própria cabeça, conseguindo, finalmente, estabilizar as emoções.

Ela agarrou o braço do mordomo Luccas com urgência e ordenou:

— Mordomo Luccas, guarde bem isso. De agora em diante, sempre que o carro do Sebastião aparecer perto da mansão dos Rodrigues, você deve me avisar imediatamente! Entendeu?

Ela gostava de Sebastião Guimarães. Gostava dele há muitos e muitos anos.

E agora...

O retorno de Cecília havia deixado a sua posição ali extremamente constrangedora.

O avô, o pai e a mãe pareciam ter sofrido uma lavagem cerebral, ficando totalmente do lado de Cecília.

Ela precisava agarrar Sebastião.

Se conseguisse se casar e entrar para a família Guimarães... então sua posição na família Rodrigues estaria garantida.

Assim, ela nunca perderia aquele lugar que, por direito, deveria ser só dela!

O mordomo Luccas olhou para a mão que apertava o seu braço com cada vez mais força, e franziu levemente a testa.

Desvencilhando-se discretamente, ele concordou com respeito:

— Sim, Senhorita Vanessa.

No segundo andar, Cecília entrou em seu quarto dos sonhos, todo decorado com rendas e tons de rosa, sem a menor alteração na expressão.

Ela colocou o presente que ganhou do irmão mais velho sobre a escrivaninha.

Em seguida, tirou da mochila de lona um notebook com modificações especiais.

Ligou o aparelho.

Seus dedos brancos e finos voaram rapidamente sobre o teclado.

A tela se iluminou, e ela acessou imediatamente um canal criptografado.

Uma interface de verificação de permissões extremamente complexa apareceu no monitor.

Se houvesse outra pessoa ali para ver aquela tela, certamente perderia o fôlego em choque.

Aquela era... a interface de autorização de uma agência de pesquisa central do país!

Os dedos de Cecília pareciam borrões de tão rápidos.

Um código de rastreamento reverso, feito sob medida, começou a ser construído em segundos.

*Toc, toc...*

Da porta, veio uma batida bem leve.

— Ceci, sou eu.

Reconhecendo a voz do irmão mais velho, Cecília nem levantou a cabeça. Seus dedos continuaram digitando.

— Pode entrar.

A porta se abriu, e Henrique Rodrigues entrou carregando um copo de leite morno e um prato com doces finos.

Ao ver que Cecília estava sentada na frente do computador, ele não fez barulho.

Com passos extremamente leves, deixou a bandeja sobre a escrivaninha.

Seu olhar passou rapidamente pelo presente que ele havia dado a ela, ainda embrulhado.

Pelo visto, a irmãzinha estava realmente ocupada.

Henrique Rodrigues não quis incomodar mais. Estava prestes a se virar para sair, quando seus olhos caíram sobre a tela brilhante à frente da garota...

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