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Ela Não Implora. Ela Enterra. romance Capítulo 550

Enquanto falava, Vanessa fazia uma tremenda força para conseguir ficar de pé.

Porém, fraquejou e tornou a despencar de volta no sofá e, com os olhos cerrados, mantinha uma feição sofredora.

Fernanda prontamente a ajudou e suspirou, ao notar o soro que ela ainda tomava: — Primeiro ela toma isso, em seguida o médico fará uma avaliação nela, para podermos enviá-la ao Refúgio da Colina, até porque é cedo também.

Ao regressar ao assento, o cabelo comprido lhe caía tapando a fúria que disparava dos olhos de Vanessa.

Sentia-se num grau de desânimo, uma febre enorme.

E a mãe ainda assim nem se sensibilizou com a dor dela?

E mandaria ela ser mandada embora logo que terminasse o soro?

A mãe não era sempre um coração mole?

Ou seria que...

A mãe, no presente momento, só pensa nela, em Cecília, e pronto!

O lado bom ou mau dela nem chegava aos pés do valor de Cecília!

Um estado raivoso que lhe tomava, a face extremamente corada.

Sorte que ela não tinha criado esperanças em relação à mãe desde o início.

Mas ela tinha outras opções!

Acontece que naquela altura.

A chamada em vídeo da sala tocou de súbito.

O mordomo Luccas foi ver e disse depressa: — Senhora, são o velho senhor e a velha senhora.

— Pai e mãe? — O rosto de Fernanda mudou de leve. — Será que é do lado do pai... atenda logo.

— Pai, mãe, não se preocupem, a Vanessa está bem, eu vou cuidar dela. — Vendo a cara de dor dos dois idosos, que apertavam o peito e franziam a testa, Fernanda apressou-se a dizer.

— Fernanda, você cuidar? Tem certeza de que sabe cuidar? — Augusto Almeida franziu a testa e lançou um olhar autoritário para Fernanda: — Eu ouvi dizer que vocês iam expulsar a Vanessa para o Refúgio da Colina?

Fernanda travou e olhou para Vanessa inconscientemente.

Como os pais, que faziam tratamento lá longe nos Estados Unidos, souberam que a Vanessa estava doente? E como souberam que eles queriam mandar a Vanessa para o Refúgio da Colina?

— Não olhe para a Vanessa. Se eu quiser saber das coisas de casa, não me faltam meios para descobrir. — Augusto Almeida franziu a testa, o olhar descontente. — Foi só aquela criança voltar para vocês não aceitarem mais a Vanessa?

Heloísa Almeida apertou a mão do marido, um pouco descontente com essa fala dele.

Ela virou o olhar para a câmera: — Fernanda, eu escuto você sempre elogiando aquela garota, de como ela é esperta e boazinha, e eu também sei que aquela garota é boa.

— Mas, a garota é a sua filha biológica, e a Vanessa também foi a que vimos crescer; não tem diferença nenhuma da sua filha biológica ou da minha neta de sangue.

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