— Ceci, já acordou?
A voz gentil de Fernanda Almeida veio do lado de fora: — Ou já saiu?
A cabeça de Cecília deu um nó.
A intenção de brincar de volta com Sebastião para vê-lo derrotado se desfez num instante.
Ela deu um salto da cama.
E olhou as horas.
Já eram dez e meia da manhã!
Não era à toa que a mãe tinha vindo bater na porta.
Normalmente, por mais tarde que fosse dormir na noite anterior, às sete e meia descia pontualmente para o café.
Como demorou a se levantar dessa vez.
A mãe devia estar preocupada.
— Ceci? — Fernanda bateu de novo e murmurou baixinho. — Ainda não acordou?
Cecília olhou para a porta trancada, depois para o homem ao seu lado que continuava exibindo seus encantos e liberando hormônios.
Ela puxou as cobertas de uma vez, cobriu-o com elas, e sussurrou: — Vá embora, logo!
Se a mãe visse Sebastião no quarto e soubesse que... ela havia dormido na mesma cama com ele na noite passada.
As duas famílias iriam enlouquecer!
Isso era algo impossível de ser explicado.
Tudo graças àquela espertinha da VerMe!
Ao ver que ele não se movia, Cecília o empurrou: — O que ainda está fazendo aí deitado? Vá embora!
A atitude nervosa da garota era de fato uma raridade.
Sebastião sorriu e sua voz, acabando de acordar, soava baixa e magnética: — Tanta pressa de não causar maus entendidos?
Cecília olhou para a cortina que balançava; parecia que o ar ainda preservava a essência de pinheiro do homem.
Ela apertou os lábios.
Levantou a mão para arrumar o pijama e foi até a porta abri-la.
— Tudo bem, Ceci? — Fernanda olhou com preocupação para a filha. — Será que você não ficou cansada ontem?
Ela esticou a mão para tocar na testa da filha: — Por que o seu rosto está vermelho? Está com febre? Quer que o médico da família venha te dar uma olhada?
— Eu estou bem. — Cecília apressou-se a segurar a mão da mãe, contendo as batidas do coração, e sorriu: — Eu sou médica, por que precisaria que alguém mais me visse? Acabei de acordar, talvez as cobertas tenham feito isso.
— Ainda bem. — Fernanda olhou bem para Cecília, e depois de ver que ela de fato não estava sentindo nenhum mal, suspirou aliviada: — A mamãe te acordou?
— Não, bem na hora de sentir fome. — Cecília sorriu.
Fernanda bateu levemente na mão dela: — Desça para se lavar, que já vamos tomar café da manhã.
Ela parou um pouco: — Agora que falou nisso, a Vanessa também não desceu para o café da manhã. Será que ela ficou tão chocada com ontem? Ou está demorando por causa de ter que ir para o Refúgio da Colina bem cedo?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Não Implora. Ela Enterra.
Isso sim é muito triste, por mais que Cecília diga para não a apresentarem como membro da família Rodrigues isto não significa que ela não queira ser defendida e amada pelos seus. Acho que eles deveriam ir sim tirar satisfação com estas cobras mal amadas...
Já vi tudo o que vai dar de gente ficando pobre depois desta festa não está no gibi,,tudo por ofender Cecília....
Já vi tudo o que vai dar de gente ficando pobre depois desta festa não está no gibi,,tudo por ofender Cecília....
Eu não acredito toda a festa está resumida nesta família Mendes, não esperava isto, esperava algo diferente......
Não aparece ninguém da família dela atual para ajudar que coisa em...
Estava pensando, se Cecília não vai a festa apenas de jeans e camiseta básica que ela sempre usa....
Aplausos , finalmente uma das cupinchas de Vanessa se deu mal ainda não por inteiro, tinha que ser expulsa de vez....
Invejosa, ai que horror....
Hummmm, eu ainda queria adivinhar que ele estava ferido e por isso Cecília agiu assim. Mas se fosse sedução também seria bom né afinal já está na hora desses dois dar um jeitinho na vida a dois pois não?...
Desse jeito então , agora tem que casar, defendendo a reputação do rapaz é claro 😍😍😍😍...