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Ela Não Implora. Ela Enterra. romance Capítulo 49

Com um sorriso sádico e cheirando a álcool, o loiro levantou a mão para agarrar a gola da blusa de Cecília, querendo puxá-la para si e lhe dar uma surra daquelas.

Sua mão erguida não chegou nem perto de encostar nela.

A garota incrivelmente bonita, de calça e camiseta branca, com a expressão fria, deu apenas um passo para o lado, esquivando-se do golpe com facilidade.

Em seguida, sua mão avançou com precisão cirúrgica, agarrando o pulso do homem. Ela deu um giro brutal.

— CRACK!

— Ahhh!

O som do osso estalando se misturou ao grito agonizante do loiro.

Cecília ergueu a perna longa e reta num movimento de alta complexidade técnica e pisou na cabeça dele.

O homem soltou mais um grito quando sentiu seu corpo despencar bruscamente e bater com força no chão.

Ele uivava de dor, tentando se debater no piso, mas havia um pé cravado em sua cabeça, imobilizando-o por completo.

A cena chocante deixou todo o camarote estagnado por vários segundos. Ninguém conseguia processar o que acabara de acontecer.

Ninguém podia acreditar que a antiga Cecília, que andava atrás de Cesar Gomes e era dócil como uma ovelha, agora... se atrevia a atacar um subordinado de Cesar na frente dele?

E ainda por cima numa posição tão humilhante.

Aquilo era um belo de um tapa na cara de Cesar Gomes!

— Cecília! — As pupilas de Cesar retraíram em choque. Seus olhos negros e gélidos fuzilaram a garota. — Você tem coragem de bater em um homem meu?

Cecília piscou lentamente, lançando um olhar desinteressado para Cesar.

Ela soltou um risinho de escárnio.

Não disse uma palavra, mas Cesar sentiu a afronta bater como um soco.

No segundo seguinte.

Cecília usou a ponta do pé para fisgar o loiro que estava com a cara amassada no chão e o ergueu do piso.

— BANG!

Antes que alguém pudesse entender o que se passava.

Viram o homem ser lançado para trás como um projétil, colidindo com tudo diretamente em Cesar Gomes.

Tinha uma postura folgada, quase indiferente, como se estivesse apenas de passagem.

O olhar letárgico varreu o caos instalado no camarote. Nenhuma emoção se revelou em seu rosto, mas a simples visão dele causou arrepios na espinha dos presentes.

O gerente geral do Clube Central estava coberto de suor e o seguia num estado de submissão e desespero evidente.

— Se... Sr. Sebastião...

O coração de todos parou por uma fração de segundo.

Até mesmo Bento Mendes, que estava possesso de raiva até instantes atrás, empalideceu brutalmente, cimentando-se no lugar.

O silêncio do camarote virou uma atmosfera densa, quase sufocante.

Aquele homem...

Era a figura máxima, o homem que mandava no topo da pirâmide em Cidade Capital!

Pouco importava se era a família Mendes ou a família Gomes. Até mesmo a família Pereira — e aquele diabo encarnado do Isaque Pereira — tinham que abaixar a cabeça e recuar três passos diante dele!

— Sr. Sebastião, a que devo a honra da sua presença? — Cesar Gomes ignorou a própria aparência lamentável e empurrou o loiro para longe num sobressalto.

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