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Ela Não Implora. Ela Enterra. romance Capítulo 474

Mas que horas eram essas!

Aquele pavão não parava de se exibir!

Cecília apertou o comunicador, empurrou a língua contra o céu da boca e, ranzinza, xingou: — Tá rindo do quê? Já achou a pessoa?

O homem soltou um risinho mais algumas vezes, com a voz muito grave e atraente.

Cecília tinha sérias dúvidas se aquele pavão não fazia isso de propósito.

Justo quando ela preparou os dedos para desligar o comunicador.

O homem disse calmamente: — Pegamos a pessoa que jogou o gás. Estamos interrogando.

— Dizem que as pessoas da Nação de Valdoura são fracas e gostam de fazer aquelas reverências, mas... essa aqui tem as costas duras, não quer se curvar.

Dava para ouvir o som de gritos de dor abafados e os xingamentos na língua da Nação de Valdoura pelo comunicador.

— Deixa que eu falo com ele. — Cecília falou em voz baixa.

O Link Neural Nano trocou de canal e, logo depois, o som da respiração pesada de um homem, junto de xingamentos mais nítidos da Nação de Valdoura, apareceu.

— Quantas pessoas vieram com vocês? Quantos estão escondidos dentro da União de Serena do Sul? Na Nação de Valdoura, quantos ainda tem? — A voz de Cecília continuava tranquila, mas soava muito fria.

Ela falava a língua da Nação de Valdoura e a pessoa conseguia entender.

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