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Ela Não Implora. Ela Enterra. romance Capítulo 468

Enquanto falava, Fernanda Almeida olhou para Cecília com hesitação: — Ceci...

Ela não queria que Cecília pensasse bobagens.

A expressão de Cecília era tranquila. Ela pousou o olhar em Vanessa e disse num tom neutro: — Mãe, eu entendo. Vinte anos de convivência diária não são algo falso que se possa cortar de uma hora para a outra. Ela passou por uma grande vergonha agora, é fácil acabar com pensamentos ruins. Eu compreendo.

Fernanda Almeida segurou a mão de Cecília com carinho.

Henrique Rodrigues olhou fixamente para a irmã mais nova. Vendo que ela realmente estava tranquila e não parecia se importar nem um pouco, ele acenou com a cabeça: — Vou lá ver como ela está.

Henrique Rodrigues tinha acabado de sair.

Cecília estava sorrindo e conversando com Fernanda Almeida para que ela não ficasse preocupada.

De repente, seu nariz se mexeu, e ela captou no ar um cheiro muito fraco, mas anormal.

O cheiro quase passava despercebido.

Se Cecília não tivesse tido muito contato com ervas medicinais, não teria conseguido sentir aquela anomalia.

Seus olhos escureceram um pouco.

Aquele cheiro... estava se espalhando silenciosamente com o passar do tempo.

Se se espalhasse até certo ponto, as consequências seriam terríveis.

Quem se atreveria a fazer algo assim no banquete da família Guimarães?

— Vovô, pai, mãe, eu quero ir ao banheiro.

Sem alterar a expressão, Cecília avisou a família e se afastou da multidão discretamente.

Sua bolsa de lona estava no camarim.

Dentro da bolsa, ela tinha algumas ervas e ferramentas que sempre levava consigo, capazes de resolver o gás venenoso liberado no banquete.

Enquanto caminhava, Cecília lançou um olhar claro ao redor, procurando a fonte do cheiro ou qualquer sinal suspeito.

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