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Ela Não Implora. Ela Enterra. romance Capítulo 397

Sebastião Guimarães, com uma das mãos no bolso, recostou-se de forma preguiçosa e tocou insolentemente na linha do maxilar, até o levantando um pouco para exibi-lo.

— Vovô, o senhor não entende, ela... realmente cai nessa minha lábia. — Ele sorriu, exatamente como uma raposa que acabara de roubar algo gostoso. — A armadilha do galã tem tido sucesso.

— Sucesso? — O velho Sr. Pedro Guimarães olhou com mais desdém. — Se deu tão certo, por que a garota saiu correndo?

— Aquilo foi ela com vergonha. — Sebastião Guimarães olhou para o velho Sr. Pedro Guimarães quase sem palavras. — Vovô, se o senhor nem consegue ver isso, como foi que conquistou a minha avó lá no passado?

— Comemorar por uma vergonhazinha? Você devia era conquistar ela de uma vez! — O velho Sr. Pedro Guimarães se aproximou de Sebastião Guimarães e lhe deu um toque no pé com a bengala, em desgosto. — Acha que eu sou como você? Na época que corri atrás da sua avó, fui rápido no gatilho.

Sebastião Guimarães esboçou um sorriso, deslizando os dedos compridos pelo queixo e observando a direção por onde Cecília havia saído: — Vovô, aquilo foi na sua época, o mundo dos jovens agora, o senhor não entende.

Quanto à garota...

O fato de ela ficar com vergonha na frente dele.

Apenas revelava que, no coração dela, ele tinha um lugar cativo.

No mínimo, seu rosto e sua comida conseguiam retê-la.

Isso era o suficiente.

Quanto ao resto, ele só precisava de mais esforço!

Ao ver o sorriso orgulhoso do neto, o velho Sr. Pedro Guimarães torceu os lábios: — É, eu não entendo, você é que entende! Se você entende, como é que até agora não teve nenhum progresso? Para uma garota incrível como a Ceci, tem um monte de olhos em cima dela. Quando outro lhe roubar a garota, vai ser tarde demais para se arrepender!

Sebastião Guimarães continuou com seu sorriso preguiçoso.

Mas em seus olhos de flor de pêssego, um tanto mais profundos, a preguiça foi apagada, restando apenas um brilho cortante: — Ninguém consegue tirar nada de mim. Cecília será unicamente minha.

-

Cecília seguiu com a caixa de comida em mãos, até sair do salão.

Até chegar ao jardim dos fundos e sentir a brisa fria tocar o seu rosto.

Ela finalmente parou.

A brisa tocou o rosto, mas não pôde apagar o seu calor.

E o coração, ainda batendo em compasso com o peito.

Ela levantou a mão e tocou seu rosto.

A raposa atrevida...

Sempre fazendo um espetáculo a cada duas palavras que falavam.

A sensação...

É de que ele fazia de propósito!

Cometendo um assassinato de beleza!

Cecília pensou, devia primeiro se acalmar para voltar ao banquete e encontrar seus pais.

O banquete organizado pela família Guimarães dessa vez acontecia num dos sítios da família.

Aquele em que Cecília estava há pouco, era num ponto de descanso reservado da família Guimarães.

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