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Ela Não Implora. Ela Enterra. romance Capítulo 395

No salão, restaram apenas Cecília e Sebastião Guimarães.

Cecília baixou a cabeça e continuou tomando seu mingau.

O homem, assim como fizera na vila, sentou-se naturalmente em frente a Cecília, colocou luvas e começou a descascar camarões para ela.

Um total de oito, descascados e colocados no prato.

Em seguida, ele pegou um ovo e começou a descascá-lo para Cecília.

Enquanto Cecília comia, ela parou e lambeu levemente os lábios.

Ele, naturalmente, levou o copo de água até a boca de Cecília.

Cecília piscou, levantou as pálpebras e olhou para o rosto estonteante que estava bem na sua frente.

Ela não sabia o porquê, mas de repente sentiu as orelhas esquentarem.

Com o calor, sua garganta secou ainda mais.

Sem pensar duas vezes, ela bebeu a água usando as mãos dele.

Continuou muito seca.

Ela se abaixou novamente e bebeu mais alguns goles.

Até esvaziar o copo.

Cecília se afastou um pouco.

Seu olhar calhou de cruzar com os dedos magros e delineados do homem segurando o copo, como se estivessem refletindo a luz.

Aquilo ofuscava os olhos.

Ela não pôde evitar e engoliu seco de novo.

Ao notar, o homem levantou-se para servir outro copo de água. Seu olhar recaiu no prato de entrada fria que a garota acabara de comer: — Está salgado?

Cecília balançou a cabeça: — Já chega.

Ela hesitou e respondeu: — Não está salgado.

Ela abaixou a cabeça e continuou comendo.

Quando tudo o que precisava ser descascado já estava descascado, Sebastião Guimarães limpou tudo e sentou-se na frente de Cecília. Com o corpo ligeiramente inclinado para frente e os cotovelos apoiados na mesa, ergueu seus sedutores olhos de flor de pêssego e continuou observando Cecília em silêncio.

A maciez e o carinho em seus olhos quase transbordavam.

Na verdade, estava ardente.

Cecília, para quem não havia nada mais importante no mundo do que comer, sentiu-se um tanto incomodada sob o olhar, e as orelhas esquentaram levemente.

Seus dedos, que seguravam a colher, apertaram-se ligeiramente. Ela abaixou as pálpebras, trocou para os hashis para pegar comida e quebrou aquele clima amoroso e ardente.

— O seu machucado nas costas... como está?

Sebastião Guimarães apoiou o queixo. Seus sedutores olhos de flor de pêssego se ergueram um pouco, formando uma curva encantadora e provocante no canto dos olhos.

Ele sorriu. Sua voz se arrastou, ganhando um tom de preguiça maliciosa: — Uhm... Não está muito bem.

A garota parou de comer e ergueu os olhos para ele.

O homem, apoiando seu rosto de beleza destruidora, suspirou pesadamente: — Sem o Fantasma da Medicina trocando os curativos pessoalmente, a recuperação tem sido muito lenta. Agora... ainda dói um pouco.

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