No salão, restaram apenas Cecília e Sebastião Guimarães.
Cecília baixou a cabeça e continuou tomando seu mingau.
O homem, assim como fizera na vila, sentou-se naturalmente em frente a Cecília, colocou luvas e começou a descascar camarões para ela.
Um total de oito, descascados e colocados no prato.
Em seguida, ele pegou um ovo e começou a descascá-lo para Cecília.
Enquanto Cecília comia, ela parou e lambeu levemente os lábios.
Ele, naturalmente, levou o copo de água até a boca de Cecília.
Cecília piscou, levantou as pálpebras e olhou para o rosto estonteante que estava bem na sua frente.
Ela não sabia o porquê, mas de repente sentiu as orelhas esquentarem.
Com o calor, sua garganta secou ainda mais.
Sem pensar duas vezes, ela bebeu a água usando as mãos dele.
Continuou muito seca.
Ela se abaixou novamente e bebeu mais alguns goles.
Até esvaziar o copo.
Cecília se afastou um pouco.
Seu olhar calhou de cruzar com os dedos magros e delineados do homem segurando o copo, como se estivessem refletindo a luz.
Aquilo ofuscava os olhos.
Ela não pôde evitar e engoliu seco de novo.
Ao notar, o homem levantou-se para servir outro copo de água. Seu olhar recaiu no prato de entrada fria que a garota acabara de comer: — Está salgado?
Cecília balançou a cabeça: — Já chega.
Ela hesitou e respondeu: — Não está salgado.
Ela abaixou a cabeça e continuou comendo.
Quando tudo o que precisava ser descascado já estava descascado, Sebastião Guimarães limpou tudo e sentou-se na frente de Cecília. Com o corpo ligeiramente inclinado para frente e os cotovelos apoiados na mesa, ergueu seus sedutores olhos de flor de pêssego e continuou observando Cecília em silêncio.
A maciez e o carinho em seus olhos quase transbordavam.
Na verdade, estava ardente.
Cecília, para quem não havia nada mais importante no mundo do que comer, sentiu-se um tanto incomodada sob o olhar, e as orelhas esquentaram levemente.
Seus dedos, que seguravam a colher, apertaram-se ligeiramente. Ela abaixou as pálpebras, trocou para os hashis para pegar comida e quebrou aquele clima amoroso e ardente.
— O seu machucado nas costas... como está?
Sebastião Guimarães apoiou o queixo. Seus sedutores olhos de flor de pêssego se ergueram um pouco, formando uma curva encantadora e provocante no canto dos olhos.
Ele sorriu. Sua voz se arrastou, ganhando um tom de preguiça maliciosa: — Uhm... Não está muito bem.
A garota parou de comer e ergueu os olhos para ele.
O homem, apoiando seu rosto de beleza destruidora, suspirou pesadamente: — Sem o Fantasma da Medicina trocando os curativos pessoalmente, a recuperação tem sido muito lenta. Agora... ainda dói um pouco.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Não Implora. Ela Enterra.
Isso sim é muito triste, por mais que Cecília diga para não a apresentarem como membro da família Rodrigues isto não significa que ela não queira ser defendida e amada pelos seus. Acho que eles deveriam ir sim tirar satisfação com estas cobras mal amadas...
Já vi tudo o que vai dar de gente ficando pobre depois desta festa não está no gibi,,tudo por ofender Cecília....
Já vi tudo o que vai dar de gente ficando pobre depois desta festa não está no gibi,,tudo por ofender Cecília....
Eu não acredito toda a festa está resumida nesta família Mendes, não esperava isto, esperava algo diferente......
Não aparece ninguém da família dela atual para ajudar que coisa em...
Estava pensando, se Cecília não vai a festa apenas de jeans e camiseta básica que ela sempre usa....
Aplausos , finalmente uma das cupinchas de Vanessa se deu mal ainda não por inteiro, tinha que ser expulsa de vez....
Invejosa, ai que horror....
Hummmm, eu ainda queria adivinhar que ele estava ferido e por isso Cecília agiu assim. Mas se fosse sedução também seria bom né afinal já está na hora desses dois dar um jeitinho na vida a dois pois não?...
Desse jeito então , agora tem que casar, defendendo a reputação do rapaz é claro 😍😍😍😍...