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Ela Não Implora. Ela Enterra. romance Capítulo 32

Ao lembrar da família Mendes, Cecília também pensou nas pessoas da família Rodrigues.

Será que eles... se importariam com uma identidade como a dela?

Seus cílios longos e escuros tremeram levemente.

Mas foi apenas uma hesitação de segundos.

Logo, seu olhar recuperou a frieza habitual, e seus dedos brancos voltaram a digitar lentamente.

Mestra da Morte: [Sim.]

Sua resposta fez o grupo explodir mais uma vez.

Inúmeras mensagens começaram a subir freneticamente pela tela.

Exatamente como a bagunça de quatro anos atrás.

Um brilho sutil passou pelos olhos de Cecília.

Ela deu um meio sorriso e, quando estava prestes a digitar, um codinome familiar chamou sua atenção.

VerMe: [E aí? Cansou de ser uma pessoa normal?]

Assim que essa mensagem apareceu, o chat congelou.

VerMe: [Uma pessoa normal não teria acesso à rede interna do Bairro Cedro Alto.]

O tom de deboche era palpável, mesmo através da tela.

Cecília não se irritou; pelo contrário, o sorriso em seus lábios vermelhos se aprofundou: [Ser uma pessoa normal é bem sem graça.]

VerMe: [Ah, então ficou sem graça e aí você lembrou da gente?]

Mestra da Morte: [Não posso sentir saudade?]

A pessoa, que antes respondia no mesmo segundo, ficou em silêncio por quase um minuto.

Até que, parecendo digitar com ódio, mandou a resposta.

VerMe: [Mestra da Morte, Você sumiu por quatro anos só pra voltar mais cara de pau, é isso?]

Mestra da Morte: [Senti bastante a falta de vocês.]

Mais um silêncio absoluto no grupo por alguns segundos.

VerMe: [Puta que pariu, eu só posso ter uma dívida de outra vida com você!]

VerMe: [Você me aguarde, porra!]

VerMe: [Tô pegando um voo pra União de Serena do Sul agora! Se você fugir, eu arranco seu couro!]

As três mensagens pularam quase ao mesmo tempo.

Cecília ergueu a sobrancelha: [Que bom, preciso de um favor seu.]

VerMe: [Caralho!]

Ela se encostou preguiçosamente na cadeira, com as pernas relaxadas.

— O que você quer?

— Ouvi dizer que você se livrou daqueles idiotas da família Mendes, só vim dar os parabéns! Mandou muito bem!

Ele se aproximou da câmera, sorrindo largo.

— Cecília, quer vir morar na minha casa? Meu avô já perguntou de você um monte de vezes. Minha família é uma das três maiores da Cidade Capital, as instalações são mil vezes melhores que as dos Mendes, e o mais importante: aqui não tem aquela sonsa insuportável~

Nesse ponto, ele fez uma careta de nojo.

— Aqueles babacas dos Mendes são cegos por tratarem aquela falsa como um tesouro. Vão se arrepender amargamente!

— Não precisa. — respondeu Cecília, com o olhar calmo. — Voltei para a casa dos meus pais biológicos.

— Pais biológicos?! — Isaque deu um pulo da cadeira, o rosto colado na tela e os olhos arregalados. — Cheguei tarde de novo?!

Ele queria aproveitar a saída dela da família Mendes para levá-la para sua casa.

E sua esperança tinha acabado de ir pelo ralo?

Isaque resmungou de raiva, frustrado e quase uivando de indignação.

Mas antes que pudesse reclamar mais, seus olhos bateram no fundo do quarto de Cecília e ele prendeu a respiração.

— Puta merda! Cecília, você tá... na sua casa agora?!

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