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Ela Não Implora. Ela Enterra. romance Capítulo 244

Vanessa Rodrigues estava destruída por dentro.

Mas, na frente do Sr. Pedro, não ousava demonstrar um pingo de raiva.

Ao ouvir o tom mais suave do velho, ela soluçou de imediato.

Com os olhos cheios de lágrimas, ela o encarou, fingindo-se de vítima indefesa:

— Obrigada por não me culpar, Vovô Pedro...

O Sr. Pedro acenou com a mão:

— Não é a mim que você deve agradecer.

Vanessa Rodrigues sabia perfeitamente as regras do jogo.

Ela não podia demonstrar nenhuma hostilidade contra Cecília agora.

A sua imagem pública era a da fina herdeira da alta sociedade, culta e compreensiva.

A irmã mais velha de Cecília.

Imediatamente, Vanessa virou-se para Cecília.

Lágrimas escorriam por seu rosto enquanto ela se rebaixava, adotando uma expressão de pura gratidão:

— Irmãzinha... obrigada. Muito obrigada mesmo!

— Se você não tivesse me impedido a tempo, eu quase... quase teria causado uma tragédia e feito mal ao Vovô Pedro.

— Você salvou a vida do Vovô Pedro, e é a minha grande salvadora também!

— Fui ignorante, e te peço perdão. Mas também te agradeço. Prometo que vou aprender muito com você de agora em diante!

Ela chorava e agradecia ao mesmo tempo.

O tom era sincero, cheio de emoção. Parecia que estava profundamente arrependida e eternamente grata a Cecília.

— Não precisa.

Cecília a observou com frieza, seus olhos claros e límpidos sem nenhuma emoção.

— Agradecimentos e desculpas falsas não têm nenhum valor.

Ela ergueu o olhar de forma preguiçosa, a postura distante e implacável:

— Não tenho interesse em participar do seu teatrinho.

O choro de Vanessa Rodrigues entalou na garganta.

Ela arregalou os olhos, sem acreditar que Cecília não estava lhe dando a mínima.

Jogando a sua humilhação na cara, na frente de toda a família Guimarães.

Será que ela não tinha medo de que espalhassem por aí que, desde que voltou para a família Rodrigues, Cecília não parava de intimidar sua pobre irmãzinha?

Pensando nisso, Vanessa forçou uma expressão ainda mais dolorosa.

Com lágrimas escorrendo, ela tentou segurar a mão de Cecília, fingindo desespero:

— Irmãzinha, como eu não seria sincera? Eu sou tão grata a você do fundo do meu coração...

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