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Ela Não Implora. Ela Enterra. romance Capítulo 152

Sem dar um único pio além disso.

Ela era entediante ao extremo.

E foi exatamente nesse momento.

Vruuum!

Um ronco explosivo, soando como uma fera selvagem saindo da jaula, rasgou os tímpanos de todos no local.

A multidão explodiu em uma onda de exclamações e choque.

Todos os olhares se voltaram imediatamente para a mesma direção.

Eles viram uma moto prateada e preta rasgando a pista a uma velocidade absurda, como um raio.

As linhas da moto eram agressivas e cortantes, e o uivo de seu motor prendia a atenção de qualquer um.

Quando os olhos de Cesar Gomes focaram naquela máquina, sua expressão blasé e arrogante desapareceu num piscar de olhos.

Suas pupilas tremeram. Ele levantou num salto, encarando a moto que invadia o campo de visão como se estivesse em transe.

Suas pupilas foram dilatando, pouco a pouco.

Skrrtt!

A moto fez uma curva fechada e violenta, e o atrito dos pneus no asfalto ecoou de forma estridente.

A máquina parou na beira da pista com uma manobra incrivelmente estilosa.

— Puta que pariu! E-Esse não é o Fantasma?!

— Caralho! O Fantasma da Skye?! O que ele tá fazendo na União de Serena do Sul?

— Quatro anos... Já faz quatro anos! Eu não acredito que tô vendo o Fantasma de novo!

As pessoas reunidas naquele evento eram fanáticos por velocidade vindos de todos os cantos.

Além de muitos herdeiros e playboys de clubes de corrida profissionais.

Skye havia sido uma lenda global, quebrando tabus na história das corridas, trazendo glórias absolutas para a União de Serena do Sul e conquistando inúmeros troféus... E o Fantasma era a sua máquina, sua parceira de batalha!

No mundo das corridas, quem não conhecia Skye? Quem não conhecia o Fantasma?

Se o Fantasma havia retornado, isso significava que... quem estava pilotando era Skye?

Na frente, pilotando, estava uma mulher de camiseta preta curta e calça cargo.

Suas pernas eram longas e finas. Ela apoiava uma bota no chão com uma postura despojada sobre a moto. Usava um capacete pesado nas cores prata e preta, exalando uma aura absurdamente imponente e estilosa.

Atrás dela, havia uma garotinha vestida com um conjunto esportivo rosa e branco, de cabelo preso em maria-chiquinha e usando um capacete rosa.

Ver as duas sentadas ali juntas era, no mínimo, uma cena agradável aos olhos.

O olhar de Liliane se fixou naquele capacete prata e preto. Por algum motivo inexplicável, suas pálpebras tremeram.

Mesmo com o rosto escondido, ainda era possível notar um par de olhos frios e cortantes...

Dava para sentir de longe que se tratava de uma beldade imponente.

E foi neste momento que algo aconteceu.

No grupo de amigos de Cesar, um cara com aparência bem-apessoada, vestindo uma jaqueta de couro preta cheia de rebites, arregalou os olhos. Ele apontou para as duas.

Sua voz soou tomada pela surpresa:

— Ué? Aquela não é...

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