Entrar Via

Ela Não Implora. Ela Enterra. romance Capítulo 149

Dentro da caixa, repousava uma chave de metal preto, com um design incrivelmente arrojado e único.

As bordas eram cravejadas de dourado, cintilando com um brilho ofuscante.

Com um único olhar, Vânia Guimarães notou a logomarca gravada na chave: o totem do Fantasma.

Seus olhos brilharam instantaneamente, tão animada que quase pulou da cadeira.

— E-Essa é... a chave do Fantasma?!

Cecília sorriu ao ver o rostinho da garota ficar vermelho de empolgação. Vânia tirou a chave da caixa, parecendo a ponto de chorar de tanta emoção.

— Uhum. — confirmou Cecília.

— P-Pra mim?! — gaguejou Vânia.

— É o seu presente. Se não for pra você, pra quem seria? — Cecília riu levemente.

— Aaaahhh! — Vânia gritou de forma estridente, quase arrancando o teto do carro. — Irmã Cecília, eu te amo, eu te amo demais! Você é o amor da minha vida inteira!

Até mesmo Isaque Pereira, famoso por falar pelos cotovelos, ficou com o rosto contorcido de irritação ao ouvir aqueles gritos ensurdecedores.

Ele espiou pelo retrovisor, olhando para a garota que já havia enlouquecido no banco de trás.

— Cecília, então quer dizer que você ficou a madrugada toda acordada só para preparar o presente dela? Por que eu não ganhei nada? Por que, por que, por que?

— Te dou um na próxima vez. — respondeu Cecília, calmamente.

Só então Isaque se deu por satisfeito.

Mesmo assim, ele não evitou lançar um olhar carregado de ciúmes para Vânia através do retrovisor.

Já havia um bando de gente cercando Cecília o tempo todo. Ele tinha suado a camisa para furar o bloqueio e se tornar o braço direito mais leal dela.

E agora, do nada... aparecia essa Vânia Guimarães!

E o pior: Cecília tratava Vânia bem até demais, não acham?

Era quase como se estivesse mimando a garota!

Ele estava chateado!

Mas Isaque não ousou demonstrar muito seu ciúme azedo. Só lhe restou pisar fundo no acelerador, na esperança de dar um susto naquela herdeira mimada da família Guimarães que raramente dava as caras no círculo social.

No entanto, a garotinha de aparência doce e frágil tinha toda a sua atenção voltada apenas para a chave em suas mãos.

Vânia estava realmente enlouquecendo de tanta emoção.

— Eu vi a gravação da câmera do carro do Seu Luccas. — Cecília encostou-se preguiçosamente no banco e virou o rosto para encará-la. — O acidente só aconteceu porque você estava tirando racha. Embora o Seu Luccas não seja isento de culpa, a maior parte da responsabilidade foi sua.

Seu olhar era frio e límpido. Quando encarava alguém em silêncio, exalava uma aura gélida e opressiva.

A expressão de empolgação de Vânia sumiu na mesma hora. Ela abaixou a cabeça, sentindo o peso da culpa.

— Me desculpa...

— Não é a mim que você deve desculpas. É a você mesma e às pessoas que se preocuparam com você. — disse Cecília.

Vânia encolheu a cabeça ainda mais.

Ela parecia um cachorrinho arrependido.

— Você ainda é menor de idade, certo? — Cecília ergueu a mão, tocando levemente a chave com seu dedo longo e pálido. — O Fantasma é seu. Mas, até fazer dezoito anos, você só pode olhar. Nada de pilotar.

Vânia ergueu o rosto num solavanco, os olhos escuros arregalados em choque.

— Irmã Cecília, falta só um mês para o meu aniversário! E eu já tirei a carteira profissional de piloto no exterior há muito tempo! Eu sou habilitada!

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Não Implora. Ela Enterra.