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Ela Não Implora. Ela Enterra. romance Capítulo 1174

Ela olhou fixamente para onde Cecília foi: — A velha já morreu, se Cecília viajou de tão longe para o interior, não é por que tem sentimentos por nós?

— Isso, isso, isso! — Ricardo Mendes assentiu. — Eu conheço a Cecília, ela tem um coração mole. Só precisamos agradar ela, que ela vai nos tirar daqui!

Bento Mendes apertou os punhos: — Nós já fomos punidos por tanto tempo, ela já deve ter se acalmado.

Flávia Passos enxugou as lágrimas: — Vão logo procurar ingredientes melhores, eu vou cozinhar algo gostoso para ela. Quando era criança, ela me obedecia. Se eu conversar com ela, ela vai amolecer!

Essa era a única chance que tinham de sair daquele lugar terrível.

Eles juraram intimamente que, mesmo se tivessem que perder a vergonha na cara, eles iriam agradar Cecília para saírem do buraco que os torturava.

...

Havia uma montanha atrás da vila.

Não era alta, mas era desolada.

Cheia de mato e espinhos, nem dava para ver o caminho.

As pessoas da vila também não gostavam de ir para lá.

Cecília caminhou até o meio da montanha e parou.

Havia um túmulo ali.

Não era grande, mas estava limpo.

O mato ao redor foi cortado, e a lápide brilhava sem poeira.

Isso porque ela mandou arrumarem às escondidas antes.

O entorno do túmulo estava limpo, não havia pegadas de visitas.

Não havia flores, velas, nem qualquer sinal de homenagem.

Ficava claro.

Desde que os membros da família Mendes voltaram para o interior, não foram visitar o túmulo nenhuma vez.

Cecília não achou estranho.

A família Mendes só se importava consigo mesma, nunca com os outros.

Seu olhar recaiu sobre a lápide:

"Túmulo de Aurora".

Sua avó.

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