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Ela Não Implora. Ela Enterra. romance Capítulo 111

A Cecília não tinha vergonha na cara mesmo!

Ela já tinha assinado o acordo de rompimento de laços e não tinha mais nada a ver com a família Mendes.

E ainda assim, tinha a audácia de usar o nome deles para se infiltrar em clubes da alta sociedade.

Isso tudo era só para usar aquele rostinho bonito e tentar dar o golpe em alguém rico?

Quanto mais Liliane pensava, mais irritada ficava.

Batendo os saltos altos no chão, ela marchou imediatamente na direção de Cecília.

Mas, antes que pudesse chegar perto do prédio anexo ao jardim, dois seguranças surgiram do nada e bloquearam seu caminho.

— Desculpe, senhorita. Por favor, apresente seu passe de acesso.

— Que passe de acesso? — Liliane ficou furiosa por ser parada. — Eu sou uma convidada do Palácio do Luar! Como ousa me bloquear?

— Sinto muito, senhorita. Mas esta... é a área VIP exclusiva do Palácio do Luar. Só é permitida a entrada com um passe VIP do estabelecimento. — O segurança respondeu com profissionalismo.

Área VIP exclusiva?

No caminho para cá, Liliane havia pesquisado sobre o lugar.

O Palácio do Luar já era o maior símbolo de status para a elite de Cidade Capital. E, em lugares assim, a hierarquia era implacável.

A área VIP do Palácio do Luar era restrita apenas às famílias mais poderosas e à elite mais seleta do país.

Não bastava ter dinheiro para entrar.

— Então como... como ela conseguiu entrar? — Liliane apontou na direção de Cecília.

Se até a Cecília podia entrar ali, por que ela, que tinha uma origem muito mais nobre, estava sendo barrada?

O segurança seguiu a direção do dedo dela.

Mas Cecília já tinha virado a esquina, desaparecendo de vista.

Sem ânimo sequer para tirar mais fotos, Liliane voltou emburrada para junto da família Mendes.

— Liliane, o que foi? — Flávia puxou a filha para sentar ao seu lado, notando o rosto todo amarrado dela. — Deixa que os seus pais e o seu irmão lidam com a família Rodrigues. Finge que veio só para o jantar, tira essa cara fechada.

Liliane mordeu o lábio inferior.

— Mamãe... Eu acho, acho que acabei de ver a minha irmã.

— Irmã? — Flávia não associou de imediato de quem ela estava falando.

— É a Cecília. — disse Liliane. — Eu a vi agora pouco.

— Cecília? — Um traço de pura malícia e desdém surgiu no olhar de Flávia. — Você deve ter visto errado. Como aquela lá teria categoria para entrar no Palácio do Luar?

— Não, não foi... Eu tenho certeza absoluta. — O tom de Liliane era categórico.

— O quê? Você disse que a Cecília está aqui? — Sem saber o motivo exato, Bento Mendes sentiu uma agitação inexplicável ao ouvir o nome dela.

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