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Ela Não Implora. Ela Enterra. romance Capítulo 11

Granito levou apenas trinta minutos para chegar ao Hospital de Cidade Capital.

Cecília dispensou Granito e, seguindo as mensagens do mordomo Luccas, encontrou o quarto da paciente.

De longe, ela viu vários médicos de jaleco branco aglomerados no corredor, incluindo alguns diretores e professores mais velhos, discutindo algo em voz baixa.

A atmosfera estava pesada.

Entre eles, uma médica de cabelos loiros e cacheados estava encostada na parede, de braços cruzados. Seu rosto transbordava arrogância e desdém, sem se dar ao trabalho de conversar com os outros, agindo como se fosse superior a todos ali.

Ao ouvirem passos, todos se viraram.

O mordomo Luccas bateu os olhos em Cecília e congelou no mesmo instante.

A garota à sua frente usava apenas uma camiseta branca simples, calça preta, um boné e carregava uma mochila de lona.

Mas a aura fria e imponente que ela exalava chamava a atenção de qualquer um.

Especialmente aquele rosto deslumbrante, de traços perfeitos e delicados...

Parecia... parecia demais!

Era a cópia exata do patrão e da patroa quando eram jovens!

Principalmente aqueles olhos...

Não!

Embora os olhos da garota fossem idênticos aos da patroa, não tinham a mesma doçura. Eram profundos e silenciosos como um abismo gelado, carregando uma frieza cortante e uma aura quase perigosa.

Não precisava de nenhum teste de DNA.

Só por aquele rosto, qualquer um poderia provar que Cecília era a filha biológica do patrão e da patroa!

O mordomo Luccas quase se jogou aos pés dela, com os olhos vermelhos e marejados.

— S-Senhorita, a senhora finalmente chegou...

— Senhorita, e-então o que devemos fazer? O Dr. Martins acabou de dizer que a garota tem histórico de problemas cardíacos... O risco de uma cirurgia é alto demais.

— Não vamos precisar de bisturi. — Cecília desviou o olhar do vidro.

— Pfft!

Uma risada estridente e debochada ecoou pelo corredor. Kelly Ribeiro, ainda encostada na parede, sorria com desdém, sem esconder o sarcasmo e a satisfação com a desgraça alheia.

— Sem bisturi? Vai salvar a vida dela usando essas suas agulhinhas de bordado?

Ela soltou um suspiro de escárnio, olhando para Cecília com nojo.

— Esse teatrinho que você mandou a Chloe fazer agora há pouco só serviu para esgotar a última gota de energia da paciente. Você forçou a contração dos nervos e vasos sanguíneos só para criar uma falsa melhora.

— Está com medo agora? Tarde demais!

Kelly Ribeiro já estava furiosa porque Cecília havia barrado seu plano de tratamento por telefone, e ainda a amaldiçoou, fazendo-a passar vergonha na frente de todos quando a paciente quase morreu de alergia.

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