Entrar Via

Ela Não Implora. Ela Enterra. romance Capítulo 109

Vendo que Sebastião estava prestes a sair.

Benício segurou o frasco que valia quinze milhões — e que o dinheiro nem podia comprar — e correu atrás dele com cuidado.

— Sebastião, para onde você vai?

Sebastião ajustou as abotoaduras de forma displicente. Seu perfil perfeito era de uma beleza quase letal.

Ele sorriu, exibindo uma curva incrivelmente perversa nos lábios.

— Vou a um almoço de família. E aproveitar para... discutir os detalhes de um certo acordo de casamento de infância.

Benício piscou, confuso.

Hã?

Acordo de casamento?

Sebastião? Casamento arranjado na infância? O Sebastião enlouqueceu ou ele estava tendo alucinações?

-

Assim que Sebastião saiu do elevador do andar VIP, uma mulher vestindo um conjunto de grife azul-celeste correu em sua direção.

— Sebastião...

A mulher chorava copiosamente. Seus olhos estavam vermelhos, e seus longos cílios pesavam com lágrimas brilhantes, dando-lhe um ar extremamente frágil.

Ao ver Sebastião, ela usou um tom de choro cuidadosamente adoçado.

— Desculpe, Sebastião. A culpa é toda minha... Foi tudo erro meu! Eu estava tão preocupada com a Vânia. Quando soube do acidente de carro, quis vir vê-la... Mas eu não esperava que ela fosse ficar tão alterada. Eu juro que não fiz por mal...

Ela fungou, as lágrimas rolando pelo rosto impecável.

— Eu estou com tanto medo... Se acontecer alguma coisa com a Vânia, eu nunca vou me perdoar.

Enquanto falava, ela tentou se jogar contra o peito de Sebastião.

Tendo o caminho bloqueado, Sebastião estreitou levemente seus longos olhos sedutores.

Apesar do formato naturalmente charmoso de seus olhos, aquele único olhar casual transbordava uma frieza cortante.

O corpo da mulher congelou no mesmo instante. Ela não ousou dar mais nenhum passo.

Vanessa ficou paralisada, observando as costas de Sebastião se afastarem. Ela quis impedi-lo, mas ao lembrar do olhar congelante que ele acabara de lhe lançar, sentiu um calafrio na espinha.

Ela cerrou os punhos, com o rosto empalidecendo de raiva.

Sebastião devia estar agindo assim porque... porque a culpava por Vânia ter tido um ataque.

Sebastião com certeza estava bravo com ela.

Mas como ela ia adivinhar que a saúde de Vânia era tão frágil? Tão patética que meia dúzia de palavras a fariam passar mal.

Ela só estava tentando ser gentil. Como futura cunhada de Vânia, ela fez questão de vir visitá-la.

A culpa foi da própria Vânia, que a tratou com desprezo, mandou-a sumir do quarto e gritou que jamais a aceitaria como cunhada.

Foi por isso que ela perdeu a paciência por um segundo...

Ela só falou umas verdades a mais!

Ninguém podia culpá-la por isso.

Tinha sido Vânia quem começou a xingá-la e a dar chilique primeiro.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Não Implora. Ela Enterra.