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Dr. Lucas, Sua Esposa Disse Que Não te Quer Mais romance Capítulo 875

Carolina permanecia desacordada, e seu corpo estava frio, mas sua testa estava febril.

Samanta percebeu a gravidade da situação imediatamente. Ela saiu do quarto com uma expressão séria no rosto e anunciou com firmeza:

— Temos que levar Carolina para o hospital. Ela está com febre alta.

Ao ouvir isso, o rosto de Nicolas empalideceu de preocupação. Sem pensar duas vezes, ele deu um passo para a frente, pronto para entrar no quarto, mas Samanta bloqueou sua passagem com um movimento firme da mão.

— O que você pensa que vai fazer agora? — Ela o encarou com severidade.

— Vou levá-la ao carro. — Respondeu Nicolas, angustiado. — Vou levá-la ao hospital.

Ele olhou para a mãe, sua voz falhando enquanto seu olhar se enchia de culpa.

— Mamãe, eu sei que errei, de verdade.

— Agora é tarde demais para saber disso! — Samanta respondeu, sua mão atingindo violentamente o rosto de Nicolas em um tapa tão seco quanto sua voz. — Não importa se Carolina vai te perdoar ou não. Nesse momento, nem eu acho que você a merece!

Nicolas respirou fundo e engoliu o gosto amargo da humilhação.

— Você pode me bater e me xingar o quanto quiser, mas deixe-me levá-la ao hospital primeiro, por favor.

Ilídio, que tinha observado toda a cena, suspirou profundamente, a face carregada de preocupação.

— O mais importante agora é levar Carolina para o hospital — Disse ele, num tom de autoridade que encerrava a discussão.

Samanta enxugou o rosto molhado de lágrimas com a manga do casaco, mas não disse mais nada.

Nicolas entrou no quarto e se aproximou da cama com passos cuidadosos. Samanta o seguiu de perto e ficou de olho em cada movimento dele. Ela estava determinada a garantir que ele não fizesse nada que pudesse causar ainda mais desconforto a Carolina.

Toda vez que Nicolas tocava em Carolina para erguê-la, Samanta intervia com instruções curtas:

— Cuidado com o braço dela. Segure a cabeça direito.

Nicolas ouviu cada palavra sem reclamar.

Já no carro, Nicolas levou Carolina nos braços enquanto Samanta insistia em ir junto. Ele não recusou, sabendo que tentar argumentar com ela seria inútil.

Durante todo o trajeto até o hospital, o silêncio reinou no carro. Nicolas olhava fixamente para Carolina, enquanto Samanta, sentada ao lado, ora lançava olhares para a nora, ora enxugava discretamente as lágrimas.

Ilídio seguia logo atrás, dirigindo outro carro.

Ao chegarem no hospital, não houve hesitação. Eles a levaram diretamente para a emergência na ala de ginecologia. Samanta, enquanto isso, pegou o celular e ligou para Ítalo Cardoso.

Ítalo era um velho amigo da família, e ele imediatamente tomou providências para que uma médica experiente cuidasse de Carolina. Logo, a doutora Alana chegou, uma profissional confiável e competente, com uma idade que se assemelhava à de Samanta.

Depois de examiná-la, Alana saiu da sala com uma expressão séria.

Ela respirou fundo, tentando manter a calma antes de continuar:

— Não importa o tamanho do problema que você tem com Carolina, nada justifica o que você fez. Vocês estão no meio de um divórcio, e mesmo assim você invadiu o quarto dela no meio da madrugada... Você perdeu completamente a noção? Não tem medo de que Carolina acorde e te acuse de violência doméstica?

Nicolas esfregou a testa com os dedos, como se tentasse aliviar uma dor de cabeça invisível.

— Eu não fiz de propósito. Eu estava fora de mim.

Samanta soltou uma risada de descrença e apontou um dedo para ele.

— Fora de si? Fora de si porque você gastou dois bilhões com aquela mulher, a Suelen? Nicolas, você enlouqueceu? E ainda acha que tem o direito de ficar com raiva?

A menção aos bilhões imediatamente fez o sangue de Samanta ferver mais uma vez:

— Você deu tudo para ela! Gastou uma fortuna e depois sequer prestou atenção no que estava acontecendo aqui. Sumiu por uma semana e, quando finalmente aparece, faz uma coisa dessas! Nicolas, você não imagina a decepção que sinto com você!

Nicolas respirou fundo antes de responder, sua voz carregada de cansaço:

— Entre mim e Suelen, não é o que você está pensando. Eu tinha meus motivos para ajudá-la.

Samanta estreitou os olhos e cruzou os braços.

— Ah, é? Então me diga. Que motivos poderiam justificar tudo isso?

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