Às dez e meia da noite, Carolina tomou seus remédios, apagou a luz do quarto e deitou-se.
Seu corpo ainda não havia recuperado totalmente as forças. Por isso, o sono não demorou a chegar.
Já era de madrugada, por volta da uma hora da manhã, quando uma Rolls-Royce estacionou do lado de fora do portão de ferro fundido da mansão da família Albuquerque.
Os faróis altos iluminaram o posto de segurança, fazendo o guarda semicerrar os olhos por causa da luz forte.
O vidro da janela do motorista deslizou para baixo, revelando o rosto duro e frio de um homem.
O segurança o reconheceu imediatamente: era Nicolas, o marido recém-casado de Carolina...
Quer dizer, ex-marido? Afinal, no início da tarde daquele mesmo dia, Tales havia reunido a equipe de funcionários e dado a todos um aviso claro: Nicolas não era mais marido de Carolina.
No final da reunião, Tales fez questão de reforçar a orientação aos seguranças:
— Lembrem-se de remover a placa do Sr. Nicolas do sistema de entrada. A partir de hoje, se ele aparecer, deve ser tratado como visitante, com todos os procedimentos normais de registro.
E foi exatamente isso que o segurança estava prestes a fazer. Conforme as instruções de Tales, ele pegou o livro de registros e se aproximou do carro.
Nicolas percebeu rápido que o portão não seria aberto. Seu rosto já carregava uma expressão difícil, mas, ao ver o guarda com o registro em mãos, sua expressão escureceu ainda mais, ameaçadora.
— Posso saber o que significa isso? — Nicolas perguntou, com a mandíbula travada, sua voz carregada de um tom seco e cortante.
O segurança sentiu o peso da pressão que a simples presença de Nicolas exercia sobre ele. Forçou um sorriso desajeitado e disse:
— Sr. Nicolas, me desculpe, mas são ordens da minha patroa... Por favor, colabore comigo, tá bom?
Nicolas sorriu. Não de diversão, mas sim com aquele típico sorriso gelado que fazia qualquer um recuar. A temperatura ao seu redor parecia ter caído imediatamente.
O sorriso do segurança congelou no rosto. Ele tentou remediar a situação:
— Sr. Nicolas, talvez o senhor pudesse ligar diretamente para a Sra. Carolina?
Ah, como se não tivesse tentado. Nicolas havia ligado dezenas de vezes durante todo o percurso, e Carolina ignorou absolutamente todas as chamadas.
E agora ela ainda tinha tido a audácia de remover a placa de seu carro do sistema de entrada. Carolina realmente sabia como provocá-lo.
Ele soltou uma risada seca, carregada de sarcasmo e raiva:
— Sr. Nicolas. — Tales caminhou em direção a ele, observando pelo canto do olho o segurança, que parecia petrificado a uma curta distância. O homem tentou se explicar:
— Tales, eu realmente não consegui segurá-lo. O Sr. Nicolas recusou preencher o registro e ameaçou derrubar o portão com o carro...
Tales suspirou e voltou sua atenção para Nicolas:
— Sr. Nicolas, são quase duas da manhã. Qualquer assunto pode ser resolvido amanhã, não pode? A Sra. Carolina ainda está debilitada e precisa de descanso.
Mas Nicolas não estava disposto a ouvir conselhos. Um furacão de ressentimento e fúria rodopiava dentro dele.
Carolina havia aproveitado sua ausência no exterior para expor toda aquela história com Suelen na internet, causando um escândalo nacional e trazendo caos à família Pires. Todos estavam sob pressão, tentando conter o dano à sua reputação.
E ela? Ah, ela estava ali, escondida na mansão da família Albuquerque, vivendo sua vida de princesa despreocupada.
Enquanto o mundo inteiro enfrentava o desastre que ela havia causado, Carolina dormia tranquila, confortável e descansada. Com que direito?
— Tales, deixa eu te lembrar de uma coisa. — Nicolas cruzou os braços e lançou um olhar calmo, mas cortante. — Eu ainda não me divorciei de Carolina. Legalmente, ainda sou marido dela. E isso faz de mim o seu patrão.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Dr. Lucas, Sua Esposa Disse Que Não te Quer Mais
Últimos capítulos todos pela metade, muito triste....
Sinceramente, nojo da Valentina e de todos os adultos dessa história. Descontar frustração e mágoa em uma criança de 5 anos que desde o começo é perceptível a manipulação sobre ela, argh, só me dá asco! Alguém Pedir pra escolher entre uma criança ou a si? Sinceramente, tão lixo quantos os outros."Redenção" baseada em frieza e irresponsabilidade afetiva com criança não me desse. Não leiam, não vale a pena, a não ser q pra vc atitudes assim tenham justificativa em nome do amadurecimento...
Sinceramente, nojo da Valentina e de todos os adultos dessa história. Descontar frustração e mágoa em uma criança de 5 anos que desde o começo é perceptível a manipulação sobre ela, argh, só me dá asco! Alguém Pedir pra escolher entre uma criança ou a si? Sinceramente, tão lixo quantos os outros."Redenção" baseada em frieza e irresponsabilidade afetiva com criança não me desse. Não leiam, não vale a pena, a não ser q pra vc atitudes assim tenham justificativa em nome do amadurecimento...
Sinceramente, nojo da Valentina e de todos os adultos dessa história. Descontar frustração e mágoa em uma criança de 5 anos que desde o começo é perceptível a manipulação sobre ela, argh, só me dá asco! Alguém Pedir pra escolher entre uma criança ou a si? Sinceramente, tão lixo quantos os outros."Redenção" baseada em frieza e irresponsabilidade afetiva com criança não me desse. Não leiam, não vale a pena, a não ser q pra vc atitudes assim tenham justificativa em nome do amadurecimento...
Escritor vc nunca teve filhos? Que maldade é essa com essa criança? Rejeitada por todos, só tem 5 anos. Amolece o coração desses seus personagens pq é impossível existir pessoas tão escritas assim. Afinal....
Que adultos, TODOS, miseráveis...a criança é criança, e estes adultos são lixos desde a mãe postiça , pai, vós família etc... Horrível...