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Divorciei-Me e Casei com o Homem Mais Rico romance Capítulo 309

Por um breve e nebuloso instante, a imagem de Victória à sua frente transformou-se em Deise.

Mesmo que as duas não tivessem a menor semelhança — e Deise fosse infinitamente mais bonita —, Palmiro experimentou a estranha ilusão de que a mulher diante dele não era Victória.

E sim Deise.

Naquela noite, a noite do Dia dos Namorados, era com Deise que ele deveria estar.

Lá no fundo, ele não queria admitir que só havia chamado Victória por pura conveniência; alguém que estava à sua disposição sempre que ele estalasse os dedos.

Mas a verdade nua e crua era que Victória não passava de um prêmio de consolação, uma mera substituta para Deise.

Victória imaginou que Palmiro começaria a noite com romantismo e carícias, desfrutando de uma taça de vinho ou champanhe, saboreando a tensão do flerte antes de chegarem aos finalmente.

Porém, mal ela havia trocado duas palavras quando se viu erguida pelos braços de Palmiro e atirada sobre a imensa cama, sem mais delongas.

Na mente de Victória, era a primeira vez que Palmiro demonstrava tanta fome e urgência.

Como diz o ditado, a saudade reacende a paixão.

Apesar de eles estarem no que parecia uma guerra fria após a última briga, a pressa de Palmiro só podia significar uma coisa: ele não aguentava mais ficar brigado com ela e estava aproveitando a chance para fazer as pazes.

Ele me ama tanto assim?

Victória exalava triunfo.

Ela sempre fora dona de uma confiança inabalável em relação ao seu próprio corpo e aparência.

Como diz o ditado, briga de casal se resolve na cama, e Victória tinha certeza de que Palmiro cairia aos seus pés novamente.

No entanto...

Palmiro usou o próprio paletó para cobrir o rosto dela.

Livre da visão do rosto de Victória, Palmiro soltou a respiração.

Em sua mente, a imagem do rosto de Deise surgiu com força—

Deslumbrante, vibrante, irradiando luz como uma pedra preciosa autêntica.

Uma epifania repentina atingiu Palmiro: ultimamente, Deise estava cada vez mais radiante, como se fosse, indiscutivelmente, a mulher mais deslumbrante que já havia pisado na terra.

Deise...

Ele não pôde evitar clamar por ela em silêncio dentro de seu peito.

Deise era a sua esposa...

Um orgulho imensurável e uma sensação indescritível de conquista tomaram conta dele.

Victória, afinal, era a mulher que havia salvo a sua vida.

Ela era a mulher da sua vida—

Ou pelo menos, costumava ser.

Palmiro soltou um longo suspiro e tentou forçar sua mente a lembrar dos pequenos detalhes da história dos dois, tentando buscar qualquer traço das qualidades dela.

Mas, em sua mente, só havia um vazio absoluto.

— Pronto, pode voltar para fazer companhia à Beatriz! Não é bom deixá-la dormir sozinha.

A frase de Palmiro pegou Victória totalmente desprevenida.

Ela jurava que Palmiro faria de tudo para passar o resto da noite ao lado dela no hotel!

No entanto, ponderando que Palmiro só estava pensando no bem-estar de Beatriz, ela considerou a atitude justificável.

— Hum... então eu já vou...

Victória hesitou, dando passos incertos em direção à porta.

— Você não vem para casa comigo?

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