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Divorciei-Me e Casei com o Homem Mais Rico romance Capítulo 283

Deise não acreditava que ele não estivesse curioso.

Especialmente considerando os sentimentos que ele nutria por ela.

Quanto mais gostasse dela, maior seria o desejo de desvendá-la.

— Eu realmente admiro a sua capacidade de se segurar...

Deise foi a primeira a quebrar o silêncio, saltando para se equilibrar na borda de pedra do canteiro.

— Me segurar em relação a quê?

William perguntou suavemente, caminhando ao lado dela.

— De se segurar para não fazer perguntas sobre a minha vida pessoal. Sobre o meu casamento, por exemplo!

O ar que circulava entre os dois voltou a pesar em um silêncio calmo.

Instantes depois, William respondeu com um tom brando:

— Você me dirá quando sentir que é o momento certo...

— E se eu decidir nunca te contar?

— Não haverá problema.

— Hã?

Deise inclinou a cabeça e olhou para ele, repleta de curiosidade:

— Se você gosta de mim, não sente vontade de conhecer tudo a meu respeito?

— Conhecer ou não cada detalhe da sua vida não muda o fato de que eu gosto de você.

Uma brisa noturna suave carregou aquelas palavras diretamente aos ouvidos de Deise.

O vento continuava quente e abafado.

No entanto, o peito de Deise foi preenchido por um frescor inacreditavelmente reconfortante.

Caminhando de forma desajeitada sobre o meio-fio, de repente ela perdeu o equilíbrio e quase caiu.

Naquele exato instante, William estendeu o braço e segurou a mão dela firmemente.

Deise ergueu os cílios em um piscar sutil.

Num instinto, ela tentou recuar a mão, mas não conseguiu soltar-se do aperto firme dele.

A pegada de William era forte, porém não causava nenhuma dor.

Através do tecido sedoso da luva branca, Deise jurou sentir o calor vívido que emanava do corpo de William.

E assim, permitindo que ele guiasse sua mão, continuou a andar pela borda de pedra, com passos firmes e uma confiança renovada.

Hospital Geral 3.

Quando Palmiro chegou, Victória já estava fora de perigo.

Ao avistar Palmiro, Leonardo não fez nenhuma pergunta. Apenas deu alguns tapinhas encorajadores em seu ombro e deixou o quarto em silêncio.

A lua cedeu lugar ao sol, e a alvorada rompeu no horizonte oriental.

Embora tivesse passado a noite inteira velando o sono de Victória, a mente de Palmiro esteve, do primeiro ao último instante, fixa em Deise.

Ele não sabia se era a atração que William e Leandro demonstravam por ela que havia despertado seu instinto mais primitivo de posse e competitividade masculina.

Ou se, no fundo, ele não era o homem devotado e inabalável que imaginava ser.

Durante aquela noite, inúmeras memórias dos momentos que compartilhou com Deise vieram à tona.

Recordou-se de quando foram apresentados como noivos prometidos um ao outro desde o berço. No primeiro encontro, Deise ficara com o rosto corado, dividida entre a vontade de olhá-lo e a timidez que a impedia, transbordando a pureza cativante de uma garotinha.

Lembrou-se também de quatro anos atrás, no aeroporto, quando se ajoelhara com um diamante de sete quilates. A surpresa e a emoção no rosto dela, os olhos marejados refletindo a plenitude da felicidade de uma jovem mulher apaixonada.

Quanto mais mergulhava naquelas lembranças, mais rápido seu coração palpitava.

Como aquele palpitar desenfreado poderia ser algo além de paixão?

Enquanto Palmiro levava a mão ao peito, com a mente completamente tomada por Deise, Victória despertou no leito hospitalar.

Ela ergueu lentamente as pálpebras pesadas, a visão outrora turva entrando em foco gradativamente.

Finalmente, ela enxergou Palmiro.

Ele estava sentado ao seu lado, com a barba por fazer, uma prova inegável de que havia velado por ela a noite toda.

Um leve sorriso despontou nos lábios de Victória.

Como imaginava, sua aposta fora certeira!

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