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Divorciei-Me e Casei com o Homem Mais Rico romance Capítulo 276

Deise levantou a cabeça lentamente, olhando para a indignada Victória.

— O nifedipino reage com a toranja, produzindo toxinas que causam tontura, náusea e queda brusca de pressão... Mas, pelos sintomas da Beatriz, quem colocou o remédio controlou a dose de propósito. É óbvio que a intenção não era realmente matá-la.

Os olhares de todos os presentes se fixaram em Deise.

Quando Beatriz passou mal, a reação de Deise foi a mais rápida e seus métodos de primeiros socorros foram os mais profissionais. Por isso, naquele momento, a explicação de Deise soava extremamente convincente.

— Há câmeras de segurança aqui. Desde que entramos neste restaurante, eu sequer cheguei perto da Beatriz. Já você... Victória, foi você quem pegou o suco de toranja para ela.

— Fui eu...

Deise acenou com a mão, não dando chance para Victória se justificar, e continuou a análise:

— A Beatriz não gosta de nada azedo. Ela bebeu vários sucos antes e nenhum era de toranja, e ela não tomou nenhum até o fim. A única taça que ela esvaziou foi a que você trouxe, porque você a obrigou a beber tudo... E logo em seguida, ela passou mal.

— Deise! O que você quer dizer com isso?!

Victória levantou-se num salto, com os olhos injetados de raiva.

— Eu sou a mãe da Beatriz! Acha que eu faria mal à minha própria filha? Eu só dei o suco para ela repor a vitamina C. Além disso, o frasco de nifedipino caiu da sua bolsa.

— Mas é impossível que tenha as minhas impressões digitais aí. — Deise enfatizou.

— Ha!

Victória cruzou os braços e deu um sorriso frio: — Com certeza você usou luvas!

— Mas as luvas estão na sua bolsa!

Ao ouvir isso, o rosto de Victória empalideceu subitamente.

— Impossível! Eu já joguei as luvas no...

Ao chegar nesse ponto, a voz de Victória calou-se abruptamente.

Ela percebeu que Deise estava jogando verde para colher maduro.

No andar de cima, William apoiava uma das mãos no corrimão, com os olhos voltados para a confusão no restaurante logo abaixo.

O médico do complexo já havia chegado, mas o que ele podia fazer por Beatriz era muito limitado.

Além disso, alguém já havia prestado os primeiros socorros de forma correta e oportuna; Beatriz certamente aguentaria até a ambulância chegar.

A verdadeira polêmica era sobre quem havia sido o culpado.

Victória insistia que Deise havia tentado machucar Beatriz de propósito.

— Você guardou rancor da Beatriz por causa do que aconteceu na piscina de ondas. Por isso, controlou a dose de propósito ao colocar o remédio. Embora não fosse para matar, seria suficiente para fazê-la passar mal e me deixar em pânico!

Victória falava com convicção e ainda enfatizou que, como Deise era da área farmacêutica, era mais do que natural que soubesse da reação entre o nifedipino e o suco de toranja.

E, por sinal, o nifedipino era facilmente encontrado no Grupo Farmacêutico Marques.

Se alguém ouvisse apenas as acusações de Victória, a culpa de Deise pareceria indiscutível.

Contudo, os pontos suspeitos que Deise levantou sobre Victória também eram afiados e precisos.

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