Luiz Cardoso estava na mansão dos Mendes, sendo vigiado pelos homens deles, mas eles também não queriam ficar esperando parados. Então, conversaram e decidiram ir até a delegacia buscar contatos, a fim de descobrir as relações familiares de Luiz Cardoso em Marazul.
Ao mesmo tempo, queriam investigar discretamente a família Mendes, para ver se havia alguma conexão deles com o tráfico do irmão dele.
Mas o que ele não esperava era que Samuel Holanda mencionasse ter esbarrado com Nina Almeida na delegacia. Naquele momento, a expressão dela era de profunda tristeza e seus olhos estavam muito vermelhos.
Foi por causa desse assunto que saíram para jantar hoje à noite.
Francisco Fontes franziu os lábios, tentando suavizar a voz.
— Foi o Gustavo quem machucou você?
Nessa noite, ele a observou de propósito diversas vezes e não encontrou nenhum ferimento visível.
Mas e se fossem ferimentos internos, ou em lugares escondidos...
Nina balançou a cabeça.
— Não, não tem nada a ver com ele.
— Então, o que foi?
O elevador emitiu um 'ding' e as portas se abriram. Nina deu um passo para fora.
Francisco, vendo isso, não a pressionou.
— Não tem problema, se não quiser falar, não precisa.
— Eu fui à delegacia para entender melhor os detalhes do acidente de carro que tirou a vida da minha mãe no passado. Suspeito que a morte dela esconda algum segredo e, ironicamente, eu reencontrei a assassina da minha mãe recentemente.
Francisco franziu a testa.
— Quem?
O rosto de Nina permaneceu inabalável, mas seus olhos revelavam um ódio evidente.
— A mãe da Verônica, Zélia Macedo.
Verônica Barros?
A amante de Gustavo Mendes?
Se isso fosse verdade, Francisco nem conseguia imaginar o tamanho do sofrimento de Nina.
O marido com quem fora casada por três anos a traíra, e justo com a filha da assassina que matara sua mãe...
Mas Nina logo recuperou a calma.

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