Gustavo deu um sorriso desamparado.
— Foi só uma dor de estômago, por que todo mundo decidiu vir?
Um sorriso forçado passou pelo rosto de Caio.
— Fiquei preocupado com você.
Ele esfregou as mãos.
— Bom, já que você está bem e tem gente cuidando de você, eu vou indo. Qualquer coisa, me liga.
Gustavo pareceu surpreso ao vê-lo chegar com tanta pressa e já querer ir embora de imediato, então o deteve.
Em seguida, ele virou a cabeça para sua irmã e Verônica.
— Não tenho nenhum problema de saúde grave, por favor, não alarmem mais ninguém. Especialmente a avó e a nossa mãe. Elas já têm uma certa idade, não causem preocupação a elas.
Yeda assentiu.
— Eu sei.
Gustavo então se virou para Verônica.
— Está chovendo lá fora. Não é muito seguro você voltar sozinha. Deixe o Caio te levar em casa.
Verônica mordeu os lábios.
— Eu vou ficar para cuidar de você. Vai que você passe mal no meio da noite, eu posso chamar o médico.
— Não precisa. — Gustavo recusou de imediato. — O Léo ainda está em casa esperando por você.
Diante da menção a Léo, Verônica parou de insistir.
— Tudo bem, então. Cuide da sua saúde. Qualquer problema, chame o médico imediatamente.
Os três saíram lado a lado. Yeda entrou no carro primeiro, enquanto Verônica e Caio ficaram um passo atrás.
Verônica esperou que Yeda fosse embora com o carro antes de erguer os olhos para encarar Caio.
Ela apertou a alça da bolsa em seu ombro e abriu a boca, hesitante.
— Como... como você tem estado ultimamente?
Caio apertou os lábios.
— Bem. E você?
— Eu também.
Depois disso, um silêncio recaiu entre eles.
...
O artigo acadêmico de Nina foi formalmente publicado e logo despertou discussões no setor. Graças ao atual frenesi em torno da Inteligência Artificial, o tema transbordou do mundo corporativo para as redes sociais.
Muitas pessoas estavam elogiando o altíssimo nível da tese.

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