Nina franziu a testa e perguntou novamente: — Então ele sabe que eu viria hoje?
O secretário respondeu: — Ontem o Diretor Fontes deixou avisado que se uma Srta. Almeida viesse procurá-lo, era para tratá-la bem.
Ouvindo isso, Nina se tranquilizou.
Esse secretário claramente não sabia tanto quanto o Assistente Campos. Nina não continuou com as perguntas e sentou-se em silêncio na sala de recepção para esperar.
Ao sair da sala, o sorriso corporativo no rosto do secretário sumiu e ele coçou a cabeça, curioso.
Qual seria exatamente a relação dessa Srta. Almeida com o Diretor Fontes, para que valesse a pena ele dar instruções específicas em meio a tanta correria para que ela fosse bem recebida?
Ao mesmo tempo, na velha mansão da Família Fontes.
Sr. Armando Fontes questionou asperamente: — Por que você não compareceu ao encontro às cegas ontem à noite?
Francisco mantinha as longas pernas cruzadas, recostado displicentemente na cadeira: — Esqueci.
— Esqueceu? — O Sr. Armando não acreditou nem por um segundo, e seu rosto ficou ainda mais sombrio: — Agora você nem se dá ao trabalho de inventar uma desculpa decente, é isso?
Como ele ousava dar uma razão tão esfarrapada!
— Como eu poderia enganar o senhor, vovô? O senhor sabe que acabei de voltar de Marazul às pressas, tenho coisas demais para resolver. Eu realmente esqueci.
— Hmph!
Vendo a expressão impenetrável do neto, o Sr. Armando bufou friamente.
— Não pense que não sei, você simplesmente não quer um casamento arranjado.
O sorriso nos lábios de Francisco não diminuiu: — Sendo assim, por que o vovô continua me forçando a ir a encontros às cegas?
O velho olhou para o próprio neto, com um frio cortante no fundo dos olhos.

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